
Goiás, 17 de julho de 2008. Hoje, véspera de pleni luna, neste silêncio onde só escutamos o balançar das folhas das centenárias árvores, nestas noites de lua aveludada, plena, encantadora e meiga, o coração de qualquer pessoa encosta nas nuvens da cidade de meus pais. E o poeta canta Terra linda, venturosa, terra amada de meus pais. Terra de sol, luz e vida, é Goiás, Goiás, Goiás. E as noites goianas por certo não temem rivais. São noites de trovas de beijos e juras.... e as pessoas, quase em romaria, seguem para esta terra da procissão do fogaréu, comprida, serpenteando pelas ruas estreitas, soltando fogo, tocando tambores e clarins. A paixão irrompe o âmago de jovens que são vistos pelos cais do Rio Vermelho, de amor, aos beijos enlaçados formando um par onde só se vê um só . Goiás da arquitetura vernacular, singela, branca e digna. Das igrejas e dos badalos dos sinos. Dos alfenins que derretem na boca, adoçando o coração, que as mãos habilidosas das alfiniteiras vão transformando açúcar, mel e limão em passarinhos, copos de leite, flores, santinhos que nos fazem voar. Goiás de Cora, e de tantos outros poetas..... das antigas lavadeiras com potes na cabeça. Do menino vendendo gritando: booooolo de arroooooz, queeeente, bem quente. Minha meninice encantada com os jogos de sombra, de jogar bola na parede cantando: ordém..., seu lugar..., sem rir...., sem chorar...... Nas correrias das enxurradas, nas assombrações, no zé pereira do carnaval, na baliza, no gude, no pique-esconde, no passa anelzinho, com um bando de crianças da Rua do Fogo, em casa de minha avó Dolinha que se chamava Maria Leonor.. Porque Dolinha? Ela era tão tão linda, mais linda que uma boneca. Seu tio, estreando o inglês, quando só se falava francês, deu-lhe o apelido de Doll, e inha porque era pequenina. Goiás da Chácara de Vó Bisa. A D. Sinhá. Toda aprontadinha, com pó de arroz, branquinha, cabelos de paina, senhora de todos os seus. Também de seus quintais com as árvores milagrosas: pau dóleo (copaíba), maria preta, jatobá. Das frutas gostosas: mangas, cajus, saborosas (de pele vermelha, polpa cristalina e negras sementes minúsculas), cajazinhos (taperebás) e cagaitas. Vir a Goiás é poder recriar uma infância, um sonho, passear pelos píncaros, brincar de ser feliz. Passear em Goiás é reviver algo que nunca se viveu antes, mas que pode ser re inventado, num parto amoroso. Conhecer Goiás, esta cidade que está encravada, como uma jade, nos morros, na Serra Dourada do sol poente refletido, é conseguir entrar no mistério da história de Vila Boa, do Anhanguera, dos índios Caiapós e Goyazes, do berço do Planalto Central do Brasil. Chegar em Goiás, com o peito aberto, com a alma livre, é sentir-se presa, inteira, na placenta verde desses morros, como bem disse a minha irmã caçula. Goiás é a minha terra mágica, minha Pasárgada, minha quimera. É a terra amada de meus pais. É a terra que encanta a todos que aqui se aportam. Maria das Graças Fleury Curado
Rua Padre Arnaldo, 13
Bairro: Setor Carmo Cidade: Cidade de Goiás / GO
CEP: 76600-000
Telefone: (62) 3371-1667
Menor: R$ 88,00 Maior: R$ 120,00
Pássaros entre árvores, noites claras explodindo de estrelas. Descansar, curtir a vida, amar... A casa de vovó, com suas largas paredes e seus quintais acolhedores, em clima serrano, o mais ameno da cidade de Goiás.

Vista piscina (foto Denis Mello)
Tipo: Pousada
Inauguração: 1998
Última reforma: 2006
Número de quartos: 8
Número de leitos: 24
Centro: 0,800 km
Rodoviária: 1 km
Agitar: Serenata em sábado de lua cheia | Comer: comidas típicas e excelentes restaurantes | Comprar: Artesanato |
Conhecer: Museus, cultura, história, Mosteiro da Anunciação, Serra Dourada, Igrejas históricas, Santa Barbara e o por do Sol e mais | Dias de Chuva: Aconchego | Fazer: Passear, banho de rio, cachoeira, descançar |
Fotografar: Magníficas paisagens, por do Sol na Santa Barbara, Serra Dourada | Trazer: Um grande sorriso e disposição | Visitar: Espaço Vila Esperança |
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