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Guarapari/ES - A pérola capixaba

Situada no litoral do Espírito Santo, a 59 km da capital Vitória, Guaraparí é muito mais do que apenas uma cidade de praia.

24 de Maio de 2006. Publicado por Família Muller Aventura  

Apresentação

Praias de Guaraparí

Praias de Guaraparí
Foto: Família Muller

Situada no litoral do Espírito Santo, a 59 km da capital Vitória, Guaraparí é muito mais do que apenas uma cidade de praia.

Sua história remonta a época dos Jesuitas com destaque para o Padre José de Anchieta, seu fundador.

Além das praias maravilhosas a cidade pequena é cheia de vida e história.

A convite da Pousada Guayporã, Ronny, eu e o nosso filho Matheus, de 10 anos, partimos num feriado para Guaraparí...

Em busca de história

Placa que sinaliza os “passos de Anchieta`

Placa que sinaliza os “passos de Anchieta`
Foto: Família Muller

Fundada pelo Padre José de Anchieta em 1585, com o nome de Aldeia de Santa Maria de Guaraparí (nome de origem indígena Guara = garça e o sufixo Parim = manca), a cidade guarda até hoje traços de sua fundação e colonização.

Seguir os “passos de Anchieta” marcados em vários pontos da cidade é como voltar ao passado.

Marca dos “passos de Anchieta”]

Marca dos “passos de Anchieta”]
Foto: Família Muller

Começamos pela Igreja Velha Matriz, construída pelo padre José de Anchieta, tombada pelo Patrimônio Nacional e localizada num ponto alto e central da cidade.

A fachada da Igreja exibe uma pintura em azulejo que ilustra como era a construção no tempo dos Jesuítas.

Igreja Matriz

Igreja Matriz
Foto: Família Muller

No local da antiga Sacristia funciona um Museu Sacro, que inclui em seu acervo castiçais, cálices, crucifixos e imagens do século XVIII de várias Santas.

Infelizmente não pudemos visitá-lo, pois a Matriz encontrava-se fechada no momento de nossa visita, mas foi possível admirá-la por dentro através de uma “janela” que fica o tempo todo aberta.

Pintura em Azulejo

Pintura em Azulejo
Foto: Família Muller

Ainda seguindo “os passos de Anchieta”, visitamos as ruínas da Igreja dedicada a Nossa Senhora da Conceição. A construção é de pedras sobrepostas unidas por uma massa feita de barro, areia, conchas trituradas e óleo de baleia. Antes de a construção ser concluída a igreja pegou fogo e nunca foi inaugurada. O que restou do prédio ainda está conservado na Avenida do Contorno, 143.

Por dentro da Velha Matriz

Por dentro da Velha Matriz
Foto: Família Muller

Outro pequeno marco histórico pode ser visitado na Praia da Fonte, assim nomeada por abrigar uma pequena nascente que, até pouco tempo abastecia a cidade quando faltava água.

Nesta nascente encontra-se o Poço da Fonte, construído em meados do séc. XVI pelos Jesuítas com pedras, areia, conchas trituradas e óleo de baleia, utilizado para apanhar água potável.

Ruínas da Igreja

Ruínas da Igreja
Foto: Família Muller

Traçar o caminho marcado pelos “passos de Anchieta” foi muito bom, principalmente para nosso filho Matheus de 10 anos, que pôde testemunhar “in loco” um pouco da história que irá aprender na escola.

Depois do “banho de cultura”, partimos para “um banho de mar” nas praias de Guaraparí...

Praias

Praia das Virtudes

Praia das Virtudes
Foto: Família Muller

Guaraparí abriga mais de 20 praias. Com esta “quantidade imensa de água”, tivemos que optar por conhecer as mais próximas e de fácil acesso. Optamos por largar o carro próximo ao centro e conhecer a orla a pé.

Logo chegamos à Praia das Virtudes, que recebeu esse nome porque no passado, era a praia preferida das freiras em razão de sua localização: um local escondido e discreto. É pequena, possui areia clara e água esverdeada. Normalmente é procurada por pessoas que gostam de praias mais tranqüilas.

Vista das Praia dos Namorados, Castanheiras e do Meio

Vista das Praia dos Namorados, Castanheiras e do Meio
Foto: Família Muller

Seguindo pela orla, avista-se o conjunto de três praias que formam um dos cartões postais de Guarapari: a Praia dos Namorados, das Castanheiras e do Meio.

As três têm boa estrutura com bares e restaurantes próximos. São bem movimentadas e cheias de turistas. São praias com areia fofa e arrecifes que formam piscinas naturais.

A Praia dos Namorados, pequena e de águas calmas, leva este nome devido a uma lenda que conta a história de um casal de namorados enfeitiçados um pelo outro, em razão da magia do lugar.

Praia dos Namorados

Praia dos Namorados
Foto: Família Muller

Contornada por enormes castanheiras, a Praia das Castanheiras é separada apenas por recifes da Praia do Meio. Ambas têm águas mansas e rasas, ótimas para crianças.

Mais a frente fica a Praia das Areias Pretas que, apesar de pequena (com 200 metros de extensão), tem uma ótima infra-estrutura, muitos quiosques, bares e restaurantes. Ficou mundialmente famosa pelas propriedades medicinais da areia monazítica que, com pequenas quantidades de tório e urânio em sua composição garantem o teor radioativo de seus grãos amarelados, pretos e marrons, indicados para o tratamento de artrites, nevralgias, doenças musculares e perturbações digestivas. Motivo pelo qual Guaraparí foi nomeada “Cidade Saúde”, pois a radioatividade da areia atua no solo e na atmosfera, espalhando o benefício tanto dentro, quanto fora das casas e dos hotéis.

A Praia do Morro com suas areias claras e ondas fortes é a maior (com 3 km. de extensão), mais conhecida e estruturada de Guaraparí. É urbanizada e “agitada” dia e noite. Lá também acontecem todos os eventos patrocinados pela Prefeitura. Suas calçadas são largas e as ruas cheias lojas, bares e restaurantes.

Praia das Castanheiras e do Meio ao fundo

Praia das Castanheiras e do Meio ao fundo
Foto: Família Muller

Pegando a Rodovia do Sol para o norte, à 12Km do centro de Guaraparí, chega-se na Praia de Setiba, que significa: Ser=concha / TYBA= abundância. É uma praia mediana (800 m), com mar calmo e águas claras, o que atraiu-nos a um mergulho livre. Para quem gosta de sossego Setiba é ideal, ainda “meio selvagem” com a natureza intacta. Conta também com uma pequena estrutura com quiosques.

Praia de Setiba

Praia de Setiba

Ainda em Setiba no km 36 da Rodovia do Sol, encontra-se o Parque Estadual Paulo César Vinha (Setiba). O local abriga nos seus 1500 hectares uma vegetação de restinga, com florestas, praias, ilhas, alagados e lagoas ainda intactos. Possui uma sede com Centro de Visitantes e uma Trilha para a Lagoa Caraís (30 min. de caminhada). Aqui vale uma dica: é melhor ligar antes de ir, pois apesar do horário de visitas (das 8:30 às 17:00), não pudemos entrar às 16:00 hs. tel: 27 3367 0002.

Já do outro lado no litoral sul, seguindo pela Rodovia do Sol sentido Meaípe, estão nossas praias preferidas, as que formam Enseada Azul: Peracanga Guaíbura e Bacutia, que com águas cristalinas (mas geladas!) são um convite ao mergulho livre. Para quem quer mais aventura, é possível mergulhar e encontrar o cargueiro alemão que afundou em 1942, a 300 metros da praia. [Foto 16 – ] [Foto 17 – ]

Mergulho livre na praia de Setiba

Mergulho livre na praia de Setiba

A Praia dos Padres com águas verdes e ondas fracas, também faz parte do complexo da Enseada Azul. Embora pequena, (50 metros), tem quiosques e estacionamento. No verão é muito freqüentada.

Praia de Peracanga

Praia de Peracanga
Foto: Família Muller

Mais à frente a 6 km do centro pela Rodovia do Sol, encontra-se a Praia de Meaípe que era uma antiga aldeia de pescadores contornada por castanheiras, com areia batida e ondas fracas. Tem uma grande orla (4.000 m.) e é muito concorrida, principalmente no verão. Conta com uma boa infra-estrutura urbana. Do alto do Morro de Meaípe, dá para se ter uma visão panorâmica de toda a praia.

Praia da Bacutia

Praia da Bacutia
Foto: Família Muller

Queríamos muito poder conhecer todas as praias, no entanto, não foi desta vez que “demos conta”! Fica nossa dica de outras praias para quem tem mais tempo: Três Praias (ótima para mergulho e pesca submarina), Praia da Cerca (boa para o surf), entre outras.

Saindo do “banho de mar nas praias”, estávamos loucos por “um banho de aventura”, assim fomos conhecer o Pedreira Adventure Park...

Aventura na Pedreira

Pedreira Adventure Park

Pedreira Adventure Park
Foto: Família Muller

Localizado na Rodovia do Sol s/n, em Três Praias está o Pedreira Adventure Park. Por conta do extrativismo mineral na região, formou-se um lago de águas cristalinas, circundado por um cânion com 55 m. de altura. É neste belo cenário que encontramos uma ótima opção de aventurar-se com adrenalina e muita segurança.

Ronny iniciando o rapel

Ronny iniciando o rapel
Foto: Família Muller

Começamos com um rapel na parede de pedra. O visual de cima da Pedreira faz com que a aventura fique ainda melhor! A descida de aproximadamente 40 metros é quase toda no negativo. Também é possível escalar esta mesma parede de pedras, por várias vias diferentes. Todo o material de segurança é fornecido pelo parque.

rapel e escalada

rapel e escalada
Foto: Família Muller

Já o Matheus, nosso filho de 10 anos, optou logo pela tirolesa molhada e pelo mergulho nas águas geladas do lago.

Tirolesa molhada

Tirolesa molhada
Foto: Pedreira Adventure Park

A tirolesa seca (de mais ou menos 150 m.) é bem rápida! Sai do mesmo lugar do rapel, atravessando o parque pela lateral e terminando numa rede.

Depois de toda esta aventura em terra e água doce, queríamos mesmo é voltar para o mar! E fizemos isto “em grande estilo”, mergulhando....

Mergulho nas Ilhas Rasas

Deixando o continente

Deixando o continente
Foto: Família Muller

O mergulho nas Ilhas de Guaraparí ficou famoso por apresentar a maior biodiversidade do país. Convidados pela Atlantes, nós tivemos a oportunidade de ver de perto esta fauna marinha altamente diversificada.

Como ainda não temos o certificado de mergulho, a sugestão do Julio (mergulhador e proprietário da Atlantes) foi fazer um batismo nas Ilhas Rasas, localizadas a 11 km do continente. Quem participa deste passeio, aprende sobre os equipamentos e recebe as instruções necessárias para um mergulho seguro.

Assim, entramos no barco e fomos deixando o continente para trás.

Primeira turma entrando no mar

Primeira turma entrando no mar
Foto: Família Muller

Navegamos por aproximadamente uma hora e meia até a primeira parada: o naufrágio do Navio Belúcia. Com “água na boca” vimos os “mergulhadores certificados” entrarem no mar!

Ficamos no barco com o visual das Ilhas Rasas ao lado..

Espera no barco com visual das Ilhas Rasas

Espera no barco com visual das Ilhas Rasas
Foto: Família Muller

Depois de aproximadamente 40 minutos, os mergulhadores começaram a voltar do fundo do mar. A cada embarque ouvíamos comentários entusiasmados de “- Como o mergulho tinha sido demais!”. Nós ficávamos ali, prestando a atenção nas histórias para não perder nenhum detalhe.

Chegou a nossa vez! Partimos em direção às Ilhas Rasas. No local do mergulho, foi constatado que a visibilidade perto da superfície não estava boa, assim sendo não seria possível para o Matheus realizá-lo conosco como o previsto, pois teríamos que descer mais do que 6 m. (profundidade permitida para crianças até 10 anos), para poder ver alguma coisa.

Tanques de oxigênio e as Ilhas Rasas

Tanques de oxigênio e as Ilhas Rasas
Foto: Família Muller

Claro que num primeiro momento a frustração foi enorme, mas com muito carinho e tato o Julio explicou-lhe detalhes da impossibilidade do mergulho, (inclusive pela segurança, pois o mar também estava muito agitado), e com a promessa de um retorno breve para mergulhar, nosso filho ficou conformado.

Começamos a nos equipar e enfim tudo pronto! Com a orientação dos marinheiros e sob o olhar de nosso filho, entramos no mar.

OK dos Marinheiros

OK dos Marinheiros
Foto: Família Muller

Fomos instruídos a descer pelo cabo da âncora do barco. Lá embaixo, de braços dados com o instrutor, que neste caso foi o próprio Julio, começamos a explorar o fundo do mar. A visibilidade era de mais ou menos uns 12 m., a água não estava cristalina como no verão (nosso mergulho foi feito em outubro), mas foi o melhor mergulho que fizemos até hoje! Foi incrível observar a diversidade de espécies em um mesmo lugar. O chão era coberto por estrelas do mar, tantas, que pareciam ter sido colocadas ali apenas para enfeitar! Como passa rápido! Ficamos na água por mais ou menos uns 50 minutos. Apenas as fotos que tiramos podem mostrar um pouco deste mergulho nas Ilhas Rasas.

Prontos para o mergulho

Prontos para o mergulho
Foto: Atlantes

Voltamos ao barco “cheios de história para contar”! Fomos ouvidos por nosso filho e por nossos gentis companheiros!

Então seguimos para a terceira e mais importante parada: o naufrágio do Victory 8B.

O Victory 8B era um cargueiro grego que foi impedido de atracar no Porto de Vitória no Estado do Espírito Santo, por conta de problemas fiscais e de não pagamento de multas. O navio permaneceu parado até que 18 meses depois, em 1997, sua tripulação pediu extradição a Polícia Federal. Com isso, passou a ser conhecido como “Navio Fantasma” e para evitar maiores problemas, foi rebocado para o Porto de Vitória. Em 2001 o navio tornou-se propriedade do Governo do Espírito Santo, sendo doado para implantação do projeto de Recifes Artificiais Marinhos (RAM). Foi então preparado para o afundamento que se realizou aos 03 de julho de 2003, num local escolhido entre as Ilhas Rasas e Escalvada. O navio encontra-se a 34 m. de profundidade máxima e a chaminé a cerca de 15 metros da superfície. Mais informações sobre o naufrágio consulte o site: www.naufragiosdobrasil.com.br/naufvictory8b.htm

Este era o momento mais esperado pelos mergulhadores! Havia muito agito no preparo para o mergulho e em muito pouco tempo todos já estavam na água, ávidos pelo “Victory”!

Descendo pelo cabo da âncora

Descendo pelo cabo da âncora
Foto: Atlantes

Por uns 45 minutos não víamos nem ouvíamos nenhum dos mergulhadores. Aí, um a um, começaram a aparecer na superfície. Desta vez os comentários eram ainda mais empolgantes. E ao ouvirmos as histórias do mergulho no Victory 8B, decidimos que assim que tirarmos nosso certificado, é para Guaraparí que voltaremos!

Saímos do mar direto para o mundo submarino, nossa visita agora era no Aquário de Guaraparí...

Expomar – Aquário de Guaraparí

Visitando o Aquário

Visitando o Aquário
Foto: Família Muller

Como o mar de Guaraparí abriga uma enorme biodiversidade, não poderia faltar uma exposição marinha.

Acompanhados de uma monitora que nos informa a respeito de todas as espécies expostas no aquário, fomos reconhecendo alguns animais que vimos no mergulho.

Conhecendo a fauna marinha

Conhecendo a fauna marinha
Foto: Família Muller

O Matheus, nosso filho de 10 anos, se encantou com uma enguia que seguia seus movimentos.

A visita foi super construtiva, a monitoria é competente e o aquário abriga mais de 100 espécies vivas, além da representação de um mini-manguezal com sistema de marés.

Matheus e a enguia

Matheus e a enguia
Foto: Família Muller

Mas o que realmente chama a atenção da garotada são os tubarões lixa, que são vistos bem de pertinho.

Em Guaraparí não dá para ficar longe do mar, assim fomos fazer um “passeio com aula” com o pessoal da Vela na Praia ...

Vela na Praia

Aula teórica

Aula teórica
Foto: Família Muller

Convidados pelo Edmar da “Vela na Praia” para um curso básico de vela, e como o vento estava muito forte em Guaraparí, fomos até Vitória (59 km) para ter nossa aula na Curva da Jurema, uma praia apropriada para iniciantes. Nesta aventura convidamos um amigo do Matheus, o Lucas, para participar conosco.

Com pouco tempo optamos por um “passeio com aula”, que começa pela parte teórica onde aprendemos sobre o vento, a vela, onde fica a popa, a proa, enfim o básico, e terminamos com uma saída para velejar.

Entendendo a teoria e partindo para a prática, fomos conhecer o barco.

Conhecendo o barco

Conhecendo o barco
Foto: Família Muller

Chegou então à hora de colocar o barco na água.

Aos poucos, fomos descobrindo que não há segredos em velejar desde que se conheça a “reação” da vela ao vento. Com um pouco de habilidade, passamos do aprendizado ao divertimento. Na água esverdeada e cristalina, por duas vezes avistamos tartarugas marinhas nadando ao nosso lado.

Colocando o barco na água

Colocando o barco na água
Foto: Família Muller

De repente, o vento começou a soprar forte e aí começamos “mesmo” a velejar!

Para a vela mudar de bordo é preciso “cambar”, isto é, uma manobra que faz com que o barco mude para direção oposta. Para isto, o “dono da vela” (neste caso o Ronny) tem que mudar de lugar com o outro que cuida do leme (neste caso o Edmar), mantendo o equilíbrio no barco. Este momento foi hilário e demos muita risada! Numa das manobras, eu caí sobre o leme, o Ronny foi lançado para fora do barco e o Edmar caído do outro lado, tentava retomar o controle, o que era impossível comigo tendo um “ataque de riso” bem em cima do leme! Durou pouco pois o Edmar foi ágil, mas a cena foi muito engraçada!

Aprendendo...

Aprendendo...
Foto: Família Muller

Para as crianças a aventura foi demais, tanto o aprendizado como a prática. Todos nós curtimos muito velejar!

O dia de muita aventura despertou-nos o apetite, fomos então experimentar a famosa Moqueca Capixaba...

Moqueca Capixaba

Moqueca Capixaba

Moqueca Capixaba
Foto: Família Muller

Não se pode visitar Guaraparí sem comer a famosa Moqueca Capixaba!

Escolhemos o Restaurante Capitão Navegante para provar esta iguaria do Espírito Santo!

O prato de origem indígena é feito com peixe (também pode levar camarão), urucum, bastante azeite doce e muito tempero. O nome `moqueca` designa um estilo de preparar o alimento que consiste no cozimento sem água, apenas com os vegetais e frutos do mar. Toda moqueca é feita e servida em panela de barro, pois mantém por mais tempo o peixe aquecido destacando seu sabor.

Acompanham o prato o pirão (feito no próprio caldo da moqueca), arroz e banana verde.

A iguaria faz jus à fama. É muito saborosa e bem mais leve que a moqueca baiana, pois não leva o azeite de dendê. É como dizem no Espírito Santo: “Moqueca é capixaba. O resto é peixada.”

Apreciando a Moqueca Capixaba

Apreciando a Moqueca Capixaba
Foto: Família Muller

As atenciosas donas do Capitão Navegante convidaram-nos ainda para apreciar outras especialidades da culinária Capixaba, o que vai ficar para uma próxima vez quando voltarmos para conhecer o Parque de Setiba, outras praias, mergulhar no Victiry 8B, e com a ajuda do vento, velejarmos em Guaraparí!

Dicas dos autores

Nossa primeira dica é: Não deixe de ir á Guaraparí! Mas tente fazer isto em outra época que não seja nas férias de verão, onde o balneário é invadido por milhões de turistas. No entanto, para quem gosta de um bom mergulho a água tem maior visibilidade justamente no verão.

Não faça como nós, vá com mais tempo para curtir tudo que fizemos e também o que deixamos de fazer. O tempo ideal é no mínimo uma semana para aproveitar bem.

Informe-se sobre os horários de funcionamento de parques, do aquário, e outros passeios, pois mudam conforme a temporada.

Aproveite para comprar a famosa panela de barro, pois existem várias paneleiras em Guaraparí. Muitas delas expõem seus trabalhos ao longo da Rodovia do Sol, outras na Praça de Artesanato.

Colabore com o turismo responsável, não jogando lixo nas praias.

Consulte sempre um site de previsão de tempo.

Serviços

POUSADA GUAYPORÃ
A. Meaípe, 1000 – Enseada Azul
www.guaypora.com.br
27 3272 1748
pousada@guaypora.com.br

RESTAURANTE CAPITÃO NAVEGANTE
Av. José ferreira ferro, 732 – Praia do Morro
27 3362 5997

ATLANTES
Rua José Barcelos de Matos, 341 (Rua do Mercado Municipal de Peixes)
www.atlantes.com.br
27 3361 0405
27 3361 4440
atlantes@atlantes.com.br

PROJETO VELA NA PRAIA
Praia do Morro, próximo ao Morro da Pescaria
27 9983 3604
velanapraia@terra.com.br

PEDREIRA ADVENTURE PARK
Rodovia do Sol s/n – Três Praias
www.pedreiraadventures.com.br
27 3361 2163

 

Comentários

 
 

Arnaldo

 postado: 9/9/2008 09:03:19

Guarapari é a cidade mais bela do Espírito Santo e uma das mais belas do Brasil.


 
 

Oi Arnaldo,

Voce tem razão, adoramos a cidade e o povo capixaba.

Um abraço

Familia Muller

 
 

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