5 de Novembro de 2003. Publicado por Família Goldschmidt
Hoje fomos convidados pela Rita para conhecer o Vale do Rio Guaporé, um rio formador do Rio Madeira e que marca a fronteira entre Brasil e Bolívia.
Viajamos 150 quilômetros por entre montanhas até a cidade de Cabixi.
No caminho, cruzamos com um estranho veículo que nos chamou a atenção.
Era um caminhão montado no fundo, sem carroceria e cujo motor era acionado a manivela.
A bordo dele ia uma família composta de um casal e uma filhinha.
O pai, que estava sem camisa e de suspensório, me recordou o antigo seriado da Família Buscapé.
Não teve jeito, tive que parar e fotografar. Em Cabixi encontramos com o prefeito, o Sr. Saiki.
Junto com ele, seguimos até o rio. A partir de um pequeno restaurante suspenso às margens do rio, subimos de voadeira guiados pelo Sr. Saiki.
As margens do lado brasileiro possuem várias pousadas e casas de veraneio, enquanto o lado Boliviano é totalmente preservado e protegido por um Parque Nacional batizado de Noel Kempef Mercado.
Enquanto o lado brasileiro tem o relevo quase plano, o lado boliviano é tomado por enormes montanhas que parecem chegar até o céu.
A certa altura do passeio, o Sr. Saiki escoltou o barco nas margens bolivianas e nos levou para conhecer o guarda-parques, o Raul.
Ali aprendemos um pouco mais da flora e da fauna local. Na saída, avistei uma sucuri que nos observava de dentro do rio. Tinha uns 3 metros de comprimento.
Quando gritei: “cuidado com a cobra”, a Rita saiu correndo para todos os lados e quase se jogou dentro do rio.
Até a cobra riu! (Desculpe Rita, mas eu tinha que contar, hehehehe).
Refeitos do susto e depois de muitas gargalhadas, continuamos navegando pelo rio Guaporé e vimos muita vida selvagem.
Avistamos tartarugas, capivaras, rastros de diversos animais e uma infinidade de pássaros.
Imagino como seria isto aqui se o lado brasileiro também fosse protegido.
Não preciso nem imaginar, tenho certeza que seria um paraíso.
Infelizmente, o lugar é pouco protegido do lado tupiniquim. Outro agravante é que ainda se pratica aqui a pesca profissional, e com a pouca fiscalização os abusos são muitos.
Se continuar assim, em pouco tempo os peixes vão começar a sumir e por conseqüência, toda a fauna vai ser afetada.
Cuidado Terra Brasilis!! Cuide do que é seu.
Para conhecer o Rio Guaporé, a melhor opção é se hospedar em Vilhena e seguir de carro para um dia de passeio.
Se quiser ficar mais tempo, há várias pousadas à beira do rio, mas é melhor se informar com a Secretaria de Turismo antes de seguir viagem, pois em algumas épocas o rio transborda e inunda tudo.
Secretaria de Turismo de Vilhena – Fone: (69) 312-2878
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