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O Frey é alucinante

Tivemos que ficar mais um dia em Bariloche antes de seguir ao Refúgio Frey para que todos os detalhes para cruzar para o Chile estivessem acertados antes de irmos. Primeira visão das agulhas Dia 17, as 10 da manhã partimos em direção ao Cerro Cate

20 de Janeiro de 2003. Publicado por Equipe EcoViagem  

Tivemos que ficar mais um dia em Bariloche antes de seguir ao Refúgio Frey para que todos os detalhes para cruzar para o Chile estivessem acertados antes de irmos.

Primeira visão das agulhas

Primeira visão das agulhas

Dia 17, as 10 da manhã partimos em direção ao Cerro Catedral. Depois de 4 horas de caminhada chegamos ao tão falado Refúgio Frey a 1.700m de altitude. O visual que se tem do lugar é alucinante. Existem inúmeras agulhas de granito com vias de escaladas por todas as partes. Algumas ainda estão cobertas pela neve.

A caminho do Refúgio Frey

A caminho do Refúgio Frey

Estas agulhas são avistadas em 360° e ao meio encontra-se um Lago, o Toncek.

Uma pequena amostra das agulhas

Uma pequena amostra das agulhas

O estilo praticado na maioria das vias é a escalada livre, isto é, a medida que se avança na via o escalador vai colocando as proteções (friends, stoppers, etc.). Em poucas vias pode se praticar o estilo esportivo.

Raul admirando a paisagem

Raul admirando a paisagem

O tempo não estava do nosso lado. Chegamos ao Refúgio no dia 17 a tarde. No dia seguinte partimos com alguns amigos de Buenos Aires para fazer uma via na agulha Frey. Além da dificuldade técnica, outros problemas enfrentados em escaladas na Patagônia são os ventos fortes, o frio e, neste local em especial, a exposição das vias.

Ao descermos nesta mesma tarde veio a tormenta. Chuva e neve até hoje, quando tivemos que descer para seguir em direção a Puerto Varas.

No dia 18, houve um acidente com um alpinista de Buenos Aires. Sete montanhistas seguiram para fazer a chamada via normal da agulha principal. Entraram em uma via errada e depois de uma seqüencia de erros, um deles caiu de uma altura de aproximadamente 10 metros.

Um dos alpinistas desceu para chamar resgate, que nestas regiões é feita por pessoas responsáveis pelo refúgio e outros montanhistas que estão no local. Felizmente, o alpinista estava vivo, apesar de bastante machucado pelas pancadas sofridas contra a rocha e depois de rolar alguns metros pela neve.

Depois de tantas pancadas na cabeça, o capacete do rapaz saiu. Obviamente, o capacete salvou a vida dele e nos mostra mais uma vez, o quão importante e fundamental é o uso de equipamentos de segurança em qualquer tipo de atividade outdoor.

Mesmo podendo caminhar, o rapaz decidiu permanecer no Refúgio. Só depois de muita insistência de todos (eles estavam acampados ao nosso lado), inclusive de um médico que estava escalando, eles desceram para que pudessem passar em um hospital.

Depois do susto e do mau tempo, estamos seguindo em direção ao Osorno, o terceiro vulcão a ser escalado de nossa expedição. O clima será determinante na duração desta escalada. Se tudo der certo, esperamos estar de volta a Argentina em 05 dias.

Esta expedição conta com o apoio de:
Bags Adventure Acessories
Power Bar
Snake

 

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