28 de Janeiro de 2003. Publicado por Equipe EcoViagem
Chegamos na terça-feira em Puerto Varas com muita chuva. Fomos verificar a previsão do tempo e quase nenhuma esperança: pelo menos nos próximos 10 dias teríamos tempo encoberto com pancadas de chuvas. Somente no sábado, dia 25 a previsão dizia `parcialmente nublado`. Realmente muito difícil de acreditar com a chuva que caia o tempo todo.

Finalmente o Osorno
Ficamos na cidade de Puerto Varas sem ter muito o que fazer já que o tempo não nos ajudava muito. Estávamos há três dias na cidade e não tínhamos nem idéia para que lado ficava o Vulcão Osorno. Mesmo desacreditados, alugamos um carro na sexta-feira no final da tarde e subimos para o Refúgio Teski Club, que fica na base do Vulcão.

Nem sempre por muito tempo
A névoa e neblina no caminho nos obrigava a subir a 10 km/h já que não sabíamos para que direção ia a estrada. Chegamos no refúgio e fomos imediatamente conversar com o guarda-parque na sede do CONAF. A previsão do tempo que ele tinha era a mesma que a nossa, mas como o clima estava ruim, ele não parecia disposto a nos autorizar a subir o vulcão no dia seguinte.

Homenagem a um rapaz desaparecido na montanha
Dormimos com a esperança de acordar no sábado com uma manhã ensolarada. Levantamos às 8h00 e o céu estava apenas parcialmente encoberto. Fomos conversar novamente com o guarda-parque José para conseguir autorização e finalmente subir o Osorno.

Raul no Osorno - Início do glaciar
Para nossa decepção, o José não nos autorizou a subir ao cume. Revistou nossas mochilas e retirou todo nosso equipamento de escalada em gelo para deixar na sede do CONAF: botas duplas, corda, cadeirinha, etc. A única autorização que nos deu foi para ir até onde terminavam as torres do teleférico que fica a aproximadamente 1.400m de altitude.

Por do sol vista do Refúgio Teski
Não nos restava outra alternativa a não ser seguir caminho. Começamos a subir então pelas rochas vulcânicas, que nos levariam até o início do glaciar. Passamos as torres (local até onde ia nossa autorização) e continuamos subindo. Apesar do vento norte que soprava, que algumas vezes impedia por completo a visibilidade, chegamos até os 2.020m de altitude, na base do glaciar.
A partir daí não podíamos mais seguir, pois estávamos sem equipamento algum. Afinal, a escalada tem que ser praticada com segurança e o Osorno tem registrados mais de 60 acidentes com pelo menos 30 mortes.
Mesmo não podendo subir ao cume, nossa experiência foi bastante interessante. Conseguimos observar exatamente o caminho que levava ao cume com todas as gretas na parede de 45º que nos restava pela frente .
A escalada do Vulcão Osorno ficará para uma próxima oportunidade (quando o guarda-parque José não estiver na sede do CONAF na base do vulcão :-) ).
Esta expedição conta com o apoio de:
Bags Adventure Acessories
Power Bar
Snake
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