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1º objetivo realizado - cume no Villarica

A escalada ao Villarica na verdade começou ontem a noite com os preparativos. Conversamos com pessoas das agências locais e ontem alguns grupos conseguiram chegar ao cume. A previsão do tempo para hoje era de dia ensolarado. Início da caminhada em ne

28 de Dezembro de 2002. Publicado por Equipe EcoViagem  

A escalada ao Villarica na verdade começou ontem a noite com os preparativos. Conversamos com pessoas das agências locais e ontem alguns grupos conseguiram chegar ao cume. A previsão do tempo para hoje era de dia ensolarado.

Início da caminhada em neve

Início da caminhada em neve

Fizemos o checklist e preparamos todo o equipamento. Para subir o Villarica, existem algumas particularidades. Talvez seja esta a única montanha regulamenta no Chile. Para subir ao cume é necessário estar acompanhado de um guia ou ter credencial de montanha. Como não temos a credencial, tínhamos duas alternativas: comprar um pacote em uma agência local ou contratar um guia. Optamos por esta última, pois como diversos grupos não chegam ao cume e temos o nosso próprio ritmo de caminhada, não quisemos arriscar.

Vista do cume do Vulcão Villarica

Vista do cume do Vulcão Villarica
Foto: Raul Silveira

Foi ótimo termos tomado esta decisão, pois com um grupo normal subiríamos 450m de altitude em teleférico. Claro que nós decidimos subir caminhando, apesar de termos que caminhar com botas duplas na terra e além de ser complicado é desgastante.

Raul e Melina no cume do Vulcão Villarica

Raul e Melina no cume do Vulcão Villarica

German, o dono do hostal onde estamos hospedados, foi o guia que nos acompanhou. A montanha não é tecnicamente difícil. O carro nos deixa a 1.400m de altitude. A partir daí, sobe-se 450m de altitude por um caminho de terra até o local onde chega o teleférico, chamado Retorno Andarivel nº5.

Raul ao chegar na base do Villarica

Raul ao chegar na base do Villarica
Foto: Melina Risso

Aí é onde começa a neve. Para chegar ao cume é preciso subir mais 1.000m de desnível. Sobe-se em zigue-zague pela montanha até o cume. A inclinação não passa de 50 graus.

Como tentam subir em média, em um dia de verão, mais de 100 pessoas, o caminho é bem marcado. Durante a caminhada é possível ver a fumaça saindo do vulcão. Avistamos a última parede, bastante íngreme. Ao subí-la nos demos conta que ainda faltavam mais 15 minutos de caminhada. Esta parede nos levou ao `falso cume`.

A mudança de clima na montanha é constante. 70% do caminho tínhamos sol. Ao chegarmos ao cume uma nuvem o cobriu e nos impediu de ter uma visão 360º. Não conseguimos ver o Lanín, por exemplo.

Ficamos lá em cima em torno de 40 minutos. No cume, o frio é intenso e a fumaça tóxica.

Os grupos descem escorregando. Como não queríamos rasgar nossas roupas, descemos caminhando. Em alguns momentos tentamos `esquiar` sem esquis e depois tentamos escorregar com a proteção de uma polaina. Para descer é bem mais rápido. Retornamos a base em 2 horas de caminhada.

Um fato que nos chamou a atenção foi que alguns guias nos perguntaram porque levávamos corda na mochila. Levamos por uma questão de segurança. Quando o clima está bom, a montanha não tem segredos, mas se o tempo fecha e o caminho que se toma para descer é outro, pode-se cair em gretas. Porém, mesmo tendo acontecido diversos acidentes e 14 mortes na montanha, eles não parecem se preocupar com isso.

Precisamos agora decidir quando vamos para San Martín de los Andes. Nosso objetivo em Pucón foi cumprido mas ainda resta muito o que fazer por aqui.

Esta expedição conta com o apoio de:
Bags Acessories Adventure
Power Bar
Snake

 

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