Fique por DentroViajantesFique por Dentro > Viajantes > Eurotrip > Boletins > | Anúncio totalmente GRÁTIS. | ![]() | |
| Notícias Viajantes Colunistas Entrevistas Artigos | |||
18 de Dezembro de 2003. Publicado por Equipe EcoViagem
Dizem que todos os caminhos levam a Roma. Por isso, acordamos cedo para descobrir qual seria o melhor partindo de Lido di Óstia. Depois de andar uns 15 minutos chegamos à estação de trem e vimos que saindo dali cairíamos dentro da rede de metrô da cidade. O nosso primeiro compromisso era na Embaixada do Brasil que fica na Piazza Navona. Apesar de ser a capital do país, Roma possui apenas duas linhas de metrô e o meio de transporte público mais usado na cidade ainda é o ônibus.

O imponente monumento a Vittorio Emanuele, construído para comemorar a unificação da Itália em 1870
Como não tínhamos mapa da cidade pedimos informação em uma das paradas do metrô e nos indicaram saltar na estação Colosseo (Coliseu) e pegar um ônibus até o nosso destino. A nossa primeira visão da cidade foi o Coliseu e quase não precisa dizer que ficamos de boca aberta com aquela maravilha. As lembranças dos livros de história e principalmente as cenas de filmes que mostravam os cristãos sendo jogados para a morte com os leões nesta mesma arena povoou a nossa mente naquele instante. Uma coisa leva à outra e imaginar aquilo tudo era impressionante.

Pantheon, a construção mais antiga de Roma
O Coliseu foi encomendado pelo imperador Vespasiano em 72 d.C. e tem capacidade para abrigar 55 mil espectadores. As 80 entradas facilitavam o acesso das pessoas que podiam assistir gratuitamente aos combates mortais dos gladiadores. Engraçado foi ver muitos homens vestidos como centuriões cobrando para tirar fotos com os turistas. Muitos pagam e escutamos um deles cobrando um euro para posar para a foto.

Colunas do antigo Mercado de Trajano, um complexo de lojas construído no segundo século depois de Cristo
Logo ao lado fica o Fórum Romano e toda a região é cheia de vestígios da Roma Antiga. Do Mercado de Trajano, talvez o primeiro shopping do mundo, restaram apenas algumas colunas. O lugar reunia 150 lojas e escritórios construídos a pedido do imperador Trajano, no século II. Decidimos seguir a pé até a Piazza Navona para irmos aproveitando ao máximo os monumentos históricos que a cidade oferece. Aliás, Roma guarda histórias em cada esquina. Levamos quase uma hora durante o percurso e a euforia parecia maior do que o cansaço.

Fontana di Trevi, a mais famosa fonte do mundo
A Piazza Navona é considerada a praça barroca mais bonita de Roma. Foi projetada seguindo o desenho de um estádio romano do século I d.C.. A Embaixada brasileira fica nesse endereço nobre, no Palazzo Pamphili, antiga residência de Giovanni Battista Pamphili, o papa Inocêncio X.

O Coliseu iluminado durante a noite fica ainda mais belo
Aqui em Roma o escritório de turismo da embaixada fica de frente para a praça e é aberto ao público, diferente dos outros que visitamos até agora. Fomos recebidas por Daniela de Freitas e Flaminia Mantegazza que nos adiantaram que a época não é muito favorável para reuniões, já que a maioria das pessoas tira férias entre o Natal e o Ano Novo e muitos ainda só retornam depois do dia 15 de janeiro.
Mesmo assim elas ficaram de nos ajudar com a relação de endereços de agências e operadoras de turismo que trabalham com o Brasil, além de tentar algum contato com a imprensa especializada italiana. Mais tarde conhecemos também a diretora do departamento comercial, Ivana Marilia Gurgel. Ficamos de ligar no final da tarde e saber o que tinham conseguido para a gente.
Seguimos a pé pela cidade e passamos por outros pontos turísticos como o Pantheon – “templo de todos os deuses”, a construção mais antiga de Roma, entre 27 e 25 a.C.. No século VII os cristãos reclamavam que eram importunados por demônios ao passarem por lá e por causa disso o local foi abençoado e transformado numa igreja.
Nossa próxima parada foi na fonte mais famosa do mundo a Fontana di Trevi, eternizada no filme “La Dolce Vita” na cena onde a atriz Anita Ekberg toma um banho nela. O local é cheio de turistas fazendo pedidos e jogando moedas por sobre os ombros, noivas sendo fotografadas e pessoas inebriadas admirando Netuno ladeado por dois tritões e a água que cai sem parar.
Apesar de ainda não ser tarde, cerca de cinco e meia, o manto da noite já caia sobre Roma. Ligamos para o escritório de Turismo e nos confirmaram uma entrevista para o dia seguinte na Radio Raí - a mais importante da Itália - a um programa dedicado à música brasileira, uma ótima oportunidade de divulgarmos Foz do Iguaçu e a expedição. Resolvemos fazer o mesmo trajeto para ver o Coliseu iluminado e a caminhada mais uma vez valeu a pena.
Apesar de não ter nevado em Roma a cidade fica muito gelada sem o calor do sol. No caminho de casa já em Lido di Óstia passamos num supermercado e compramos algumas coisas que precisávamos. Em casa hoje o jantar apesar de simples foi especial, o tradicional e bem brasileiro arroz com feijão, preparado pela Patrícia. O feijão preto foi um presente dos pais dela que nos trouxeram quando estiveram por aqui nos visitando. O que não faz a saudade do Brasil... arroz com feijão preto viram banquete!
Comentários |
||
Últimos boletins |
||
|
||
Veja também |
||
Eurotrip na Radio Rai, cinco horas seguidas no arVivemos uma troca de valores |
||