8 de Maio de 2003. Publicado por Equipe EcoViagem
Três dias inteiros descendo 45 km do Rio Novo em botes infláveis, enfrentando mais de 50 corredeiras classificadas entre as classes II e III... Sempre que o calor aperta, um bom mergulho em suas águas cristalinas... Duas noites de acampamento dormindo em colchões de ar, saboreando pratos sofisticados como crepe flambado no conhaque e macarrão ao molho gorgonzola, contemplando o céu mais estrelado do planeta... Toda a emoção de andar num deserto a bordo de um caminhão adaptado, com tração 4x4... Uma paisagem única, que impressiona pela imensidão e variedade, com cachoeiras de águas azuis, nascentes borbulhantes que brotam do chão e dunas de areia que chegam a 40 metros de altura...
É isso o que espera quem se embrenha por uma das regiões mais belas, desertas e ainda desconhecidas do Brasil: o Jalapão, na porção leste do Estado do Tocantins.
Numa mistura perfeita de aventura e conforto, a expedição organizada pela 4 Elementos e comercializada pela Venturas & Aventuras supera todas as expectativas.
Não é uma expedição selvagem, onde ultrapassar seus limites é a palavra de ordem.
Qualquer pessoa em boas condições físicas pode encarar o desafio. Aqui, o que vale é o saudável espírito de grupo que se instala entre todos, seja no fato de dividir a barraca para dormir, ou a união das forças para carregar e descarregar equipamentos, ou até para o perfeito andamento do rafting, uma atividade de equipe, onde cada um tem sua função específica.
E toda essa aventura é vivida quase que no coração do Brasil, um lugar mágico onde a poluição ainda não chegou, onde a água, de tão pura, pode ser bebida direto do rio, onde a paisagem deslumbra pelos horizontes sem fim e onde vive um povo simples e hospitaleiro, sempre cheio de histórias pra contar.
O NOME Jalapão é estranho, mas tem uma explicação simples, que deriva de um hábito muito comum na região. Quem sofre de dor-de-barriga por lá sabe que precisa do auxílio de uma planta nativa chamada Jalapa-do-Brasil (Operculina Macrocarpa) para se curar. Como seu gosto é danado de ruim, as pessoas misturam a Jalapa a um pedaço de pão para fazer o remédio descer goela abaixo.
A PAISAGEM do Jalapão é única, impressiona pela imensidão e surpreende quem se aventura pela região leste do Estado do Tocantins.
Chapadões de arenito que chegam a alcançar 1000 metros de altura, dominam um cenário ermo e abafado, formado há milhões de anos quando, literalmente, o mar virou sertão.
Apesar de ostentar o título de `deserto`, você não vai encontrar nenhuma caravana tuaregue com camelos carregando especiarias.
Em vez deles, aqui e ali, bandos de araras e papagaios voam assustados com o movimento da fauna local: o lobo guará, o veado campeiro, emas (bastante visadas pelos caçadores devido às suas penas), o tamanduá-bandeira, onças pintadas e outras espécies da região, que vivem se embrenhando na vegetação típica do Cerrado para fugir do sol inclemente que acentua o clima seco, com temperatura sempre na marca dos 30 graus.
A maior surpresa de quem se aventura por este `deserto` é constatar a abundância de rios perenes, com águas transparentes e ainda puras.
Na verdade, o Jalapão é chamado de deserto em função de sua baixíssima densidade demográfica, em torno de 1,3 habitantes por km quadrado,
Jalapão: quase um deserto
© Paulo Priolli
praticamente a mesma do Estado do Amazonas. Por conta disso, em algumas áreas, a comunicação por telefone só é possível através do Globalstar. Nas estradas de areia que levam ao Parque Estadual do Jalapão ou o cortam, é muito comum andar o dia inteiro sem encontrar viva alma. Por ali, só veículos 4X4 têm o privilégio de passar, mesmo na estação seca, que vai do final de abril até a primeira semana de setembro. Na época das chuvas, as estradas simplesmente desaparecem, levadas pela enxurrada.
Antes de 1989, ano da criação do Estado de Tocantins, essas terras que faziam parte do norte do Estado de Goiás estavam entre as menos conhecidas do Brasil.
Ainda bem, pois tal isolamento, no entanto, ainda é a maior garantia de preservação para seu incalculável patrimônio ambiental, e certeza absoluta de se viver uma aventura inesquecível. Só o céu estrelado que se pode admirar em volta da fogueira já valeria a viagem. Mas existem muitas outras boas surpresas pelo caminho...
Todo deslocamento por terra é feito a bordo do Cacharodon (homenagem ao grande tubarão branco), um caminhão 4x4 adaptado especialmente para a expedição. È nele que se chega à Serra do Gorgulho, à cachoeira do Formiga, ao Fervedouro, ao povoado dos Mumbuca e ao mais famoso cartão postal de lá: as Dunas do Jalapão, que chegam a alcançar 40 metros de altura.
O Airbus da TAM partiu de São Paulo às 7h50. Fizemos conexão em Brasília para trocar de avião. A partir dali, a viagem foi em um Fokker 100. Chegamos em Palmas, capital do Tocantis, na hora do almoço. A cidade é novinha, fez 15 anos em janeiro passado. Seu maior orgulho são as praias do Rio Tocantins, onde se pode matar o calor. Lá é quente pra chuchu, sempre em torno dos 30 graus. Embarcamos no Cacharodon (nosso caminhão 4x4) e fizemos um rápido city tour até chegarmos ao shopping, onde almoçamos.
Lá pelas 15h00, partimos para Novo Acordo, uma das portas de entrada do Jalapão, distante 110 km de Palmas. A estrada de areia batida fez com que chegássemos na Pousada do Holandês só no finalzinho da tarde. E aí a primeira surpresa: a pousada ocupa todo o topo de um morro de uns 30 metros de altura. É preciso subir por uma escada de madeira muito íngreme para chegar até o cume. Lá de cima se tem 360 graus de visão da paisagem. Uma vastidão enorme para se curtir junto com o belo pôr-do-sol. Idéia do dono da pousada, um holandês apaixonado pelo Tocantins, mas que mora em Holambra (SP).
Num ambiente simples, mas muito gostoso, a gente encontra tudo de que precisa por lá: uma cerveja gelada para tirar o pó da garganta, um bom banho de chuveiro para tirar o pó do corpo e um bom prato de arroz, feijão e carne seca para tirar as teias de aranha do estômago. Depois de tudo isso, quem agüentar pode jogar uma partida de dominó com o pessoal que toma conta da pousada, enquanto espera o cafezinho. Às 22h00 todo mundo já está pensando em dormir. No quarto, apesar do ventilador, faz muito calor. O sol de lá não dá moleza!
7h é hora de acordar. Uma mesa grande expõe o que temos para o café: suco de frutas, fatias de abacaxi e melão, pão, queijo, salaminho, leite... Quem já comeu ajuda a descer a bagagem pelo elevador primitivo que funciona ao lado da escada de madeira. Partimos para o Jalapão, propriamente dito, às 8h00. Hoje seria o dia mais puxado. Passaríamos praticamente o dia todo a bordo do Cacharodon, sacolejando pelas estradas de areia.
A primeira parada acontece lá pelas 10h00, na Serra do Gorgulho, uma curiosa formação de arenito composta por várias chapadas, ou seja, serras muito planas no topo, parecidas com uma mesa. De lá se tem uma vista muito bonita da vastidão daquele pedaço de Brasil. Uma outra puxada no caminhão e duas horas depois estamos na margem do Rio Sono, onde antigamente se fazia a travessia por balsa. Uma ponte de concreto novinha em folha parece ter expulsado a velha balsa do pedaço. Mesmo assim, o lugar serve de pretexto para um banho nas águas límpidas e transparentes do rio.
Depois do mergulho revigorante, o Cacharodon procura a sombra de uma árvore com uma copa grande e espalhada como um `chapéu-de-sol`. Ali fazemos nosso lanche. Em minutos, mesas e equipamentos saem das entranhas do caminhão e viram um almoço frugal no meio do Cerrado.
Ao lado existe uma casa de pau-a-pique e teto de palha, típica da região. A família que mora lá sai para assistir àquela cena inusitada, sem entender nada. Parece até que estão com medo de se aproximar. Só o cachorro vira-latas aparece para ver se belisca alguma coisa.
Coitado! Com a fome que a gente estava não sobrou nem um farelo de pão!
A digestão foi feita a bordo do caminhão. A idéia era chegar ao final da tarde na Cachoeira do Formiga, meta que, aliás, foi cumprida. A cachoeira é linda, com água tão transparente que reflete o azul do céu. O chão é de areia, uma delícia de pisar! No canto esquerdo tem uma pedra pra sentar onde se toma uma ducha maravilhosa. Pendurado nas árvores que crescem por cima do laguinho formado pela queda d`água, há um balancinho para brincar.
Ficamos lá até o último gargalho de luz. Como fica em propriedade privada, o dono cobra entrada. O preço varia de acordo com a demanda. O engraçado é que quando a demanda é alta, em feriados como o Carnaval, por exemplo, o preço sobe. No caminho, uma placa fixava o preço em 5 reais por cabeça naquele dia. Também se pode acampar no terreno roçado do proprietário. É só pagar 20 reais. Mas lá não existe nada, nem banheiros, nem um barzinho, nem uma torneira!
Depois da cachoeira fomos pro Camping do Vicente, uma meia hora dali, onde passamos a noite. Nesse camping existe uma certa infra-estrutura: galpões cobertos garantem proteção em dias de chuva, há um banheiro simples e um chuveiro rústico, mas o melhor é descer até o riozinho (o mesmo da Cachoeira do Formiga) para se banhar (sem sabonete nem xampu, por favor). A área do camping é bem grande e espalhada, então não há barulho que incomode.
O jantar foi outra surpresa: pastelões de queijo carne. O nosso guia/cozinheiro não gostou quando reduzimos sua criação gastronômica a um reles acepipe: `Pastel é a mãe!`, reagiu indignado. Mesmo desprezado, não sobrou nada do pastel pra contar história.
Nessa noite estreamos uns colchões de ar que forravam toda a barraca. Foi gostoso como dormir num colchão de água. A luz do camping foi apagada às 23h00, depois que seu Vicente perguntou pra todo mundo se podia desligar o gerador. Dormimos como ursos na hibernação. Muitos até roncaram como ursos!
Levantamos bem cedo, às 7 da matina, só pra variar. Tivemos que deixar o Cacharodon no camping pois a estrada foi cruel com ele, que acabou com uma peça do câmbio quebrada. A peça sobressalente, que viria de avião do Paraná, só chegaria três dias depois.
Embarcamos em caminhonetes traçadas e partimos para uma das atrações mais legais da expedição: o Fervedouro, uma nascente de rio que brota do chão e, com a força da água, joga para cima tudo o que está sobre ela. Depois de uma leve caminhada de uns 15 minutos, chegamos nesse lugar cercado de bananeiras, onde um riacho de águas transparentes e mornas desce de uma espécie de banheira circular de uns 5 metros de diâmetro.
Quando entramos na `banheira`, logo sentimos a força da água jogando pra cima. È impossível afundar, nem fazendo força a gente consegue. A sensação é muito boa. Na `banheira` entram, no máximo, 6 pessoas de cada vez, para não desbarrancar a área em volta, toda de areia.
Depois desse banho, caminhamos de volta para as caminhonetes e partimos para o povoado dos Mumbucas, negros que vieram da Bahia no começo do século XX e hoje vivem do artesanato do capim dourado, orgulho do Tocantins. A comunidade é muito simples, mas aposta no ecoturismo para sobreviver. Tanto que a professorinha de lá está ensinando algumas palavras em inglês para as crianças se comunicarem com os turistas estrangeiros, que já procuram esse destino. Ali, como no resto do Tocantins, todos vivem da agricultura de subsistência, do extrativismo e da criação de gado.
Depois de ouvir um pouco da história dessa comunidade e conferir sua habilidade com a palha (aplicada aos telhados e paredes) e o trançado do capim dourado, fomos convidados para o almoço. Na mesa simples, feijão, arroz e bife de fígado. Após a refeição, as crianças cantaram para nós duas músicas: uma de saudação ao turista e outra em louvor ao capim dourado, a riqueza da terra. Depois da bóia, a obrigação: todos vão conferir o tão falado artesanato jalapense. São pulseiras, cestas, sacolas e bolsas cujos preços partem dos 10 reais e, em alguns casos, passam dos 200, conforme o tamanho e o trabalho.
No meio da tarde, deixamos Mumbuca e partimos para Mateiros, porta de entrada para as famosas Dunas do Jalapão. As dunas ficam perto da cidade, atrás da Serra do Espírito Santo. É essa chapada que fornece a areia para que, em épocas especiais e com o vento certo, as dunas se formem. Depois de uns quarenta minutos chegamos ao local. Antes das dunas, a paisagem acolhe um grande oásis, com muitas palmeiras de Buriti e um lago respeitável de águas límpidas, que refletem tudo em volta como um espelho.
Mais à frente, deixamos a caminhonete e seguimos a pé pelo leito de um riacho rasinho, que serpenteia pelos baixos das dunas. Os mais animados tentaram subir pelo paredão de areia, enquanto os mais preguiçosos procuravam um caminho alternativo no lado esquerdo. Lá em cima, a visão tão esperada: a areia se espalha por todos os lados como num deserto. Ao fundo a Serra do Espírito Santo, com quase mil metros de altura, e à sua direita o Morro do Saca Trapo, assim chamado por ser `mal-ajambrado` como um maltrapilho nativo.
Ficamos para curtir o pôr-do-sol nas dunas. Já era noite fechada quando chegamos na beira do Rio Novo, onde acamparíamos. Enquanto aguardávamos o churrasco da janta, montamos acampamento e separamos só o necessário para enfrentar o rafting do dia seguinte. O banho no rio foi delicioso, apesar dos peixinhos ficarem dando suas beliscadas nas chamadas `partes pudendas`. O chato é que teve gente que não dispensou nem o sabonete e nem o xampu. Imagina!!!! Naquela água tão pura!!!
Após um delicioso café da manhã, desmontamos acampamento e recebemos as instruções para o rafting. Vestimos o equipamento de segurança e tiramos uma foto do grupo todo na beira do rio. Agora começaria a parte mais esperada da expedição. Naquele trecho, o Rio Novo tem uma largura de uns 15 metros e sua correnteza é suave. Bom pra gente ir se acostumando aos comandos do líder do bote. Há poucas corredeiras fortes. A maioria ali é da classe II.
Seguimos tranqüilos, ora remando, ora boiando na correnteza, até chegarmos na Praia dos Crentes onde, nos feriados grandes, chegam a se reunir 2.000 pessoas. O lugar é muito bonito, uma praia muito grande de areia fina e branca, e um remanso de rio que não dá vontade de sair. Enquanto a gente almoçava, os mosquitos almoçavam a gente. E ali, ninguém estava afins de `dar comida para os animais`. Assim que acabamos o lanche, arrumamos a tralha, recolhemos o lixo e partimos Rio Novo abaixo.
Lá pelas 16h00, avistamos uma paca gorda que parecia estar grávida e, logo em seguida, a entrada de uma das atrações mais bonitas dali: a Lagoa Delicada, um aquário natural que lembra muito um jardim de corais, só que, em vez dos corais, existe um jardim submerso de capim dourado. È um ecossistema tão frágil que o pessoal ainda está estudando a melhor maneira de flutuar na lagoa para observar a vida que brota lá dentro. A água transparente dá aquele efeito `espelho` e a paisagem se reflete ali, criando imagens belíssimas. Passamos quase uma hora hipnotizados pelo lugar.
Quando conseguimos, seguimos viagem pelo rio até a praia na qual íamos acampar. Na chegada, a certeza de pisar num lugar realmente selvagem: nenhum rastro humano na areia, só alguns poucos de aves e pacas. À noite rolou o tal macarrão com gorgonzola com vinho tinto e, de sobremesa, crepe suzete. Depois, foi só ficar de papo pro ar olhando o magnífico céu estrelado até o sono chegar. Ô vida dura!!
Depois do café, começamos a enfrentar o trecho do rio com corredeiras de classe III, bem mais emocionantes. Numa delas, o bote cargueiro chegou a virar, e tivemos que parar um pouco para a operação de resgate. Nada de grave. Ainda bem que tudo estava bem amarrado e acomodado em containers. Nada se molhou, nem as roupas e nem a comida. E, graças a Deus, nem o lixo que transportávamos foi parar no rio.
Quando o sol apertou mesmo, lá pelas 13h00, paramos num remanso sombreado para o almoço. Mais uma vez, em cinco minutos foi montada a `cozinha`. A fome era grande e teve gente comendo até pão com shoyu e sanduíche de bolacha de pamonha para repor as energias.
A vontade de voltar ao rafting também era grande e, em quarenta minutos, já estávamos descendo o rio, que naquela parte ficou mais largo e a força da corredeira aumentou, dando uma dose extra de adrenalina ao grupo. Sempre que havia possibilidade, mergulhávamos nas águas para aplacar o calor.
No final da tarde, chegamos na Cachoeira da Velha, uma cópia exata em miniatura da Foz do Iguaçu. Há controvérsias quanto às suas dimensões, que ficam em torno dos 100 metros de largura e 25 de altura. Um cabo foi instalado ente as margens para que entrássemos debaixo da queda d`água. Quem passa para a outra margem, pode também se aventurar por uma fenda e chegar a uma outra parte da cachoeira, praticamente igual a essa que fica mais visível.
Já estava anoitecendo quando cruzamos o rio com os botes para carregar o equipamento no caminhão, que nos levaria até a Pousada do Jalapão, distante uns 6 km da margem. A pousada, muito confortável, tinha até ar condicionado. Dizem que ela foi a sede de uma fazenda que pertenceu ao chefão do narcotráfico colombiano, Pablo Escobar. Por aí dá para perceber como o lugar é isolado. Lá, o pessoal não tem cachorro. Tem lobo-guará.
Como tudo é muito longe, acordamos cedo para começar a volta para Palmas. O plano era almoçar em Taquaruçu, outro pólo ecoturístico onde existem muitas cachoeiras bonitas, bem próximo à capital. Só na área do Hotel Fazenda Encantada, aonde chegamos às 3 da tarde para o almoço, existem mais de 20, uma mais bela que a outra.
Chegamos em Palmas bem na hora do vôo, às 17h00. Depois de uma escala técnica de uma hora e meia, em Brasília, rumamos para Sampa, aonde chegamos às 22h30.
Venturas & Aventuras
www.venturas.com.br
(11) 3872-0362
venturas@venturas.com.br
Leve poucas roupas, de preferência daquelas tipo `dry fit`, fáceis de lavar e secar. Não se esqueça que você vai passar dois ou três dias (opcional) num bote.
Dê preferência para roupas com mangas e pernas compridas, assim você economiza o bloqueador solar e não polui o rio.
O sol é realmente abrasador. Bonés não resolvem pois não protegem a nuca e as orelhas. Se não tiver um chapéu que proteja essas partes do corpo, leve um lenço para usar sob o boné. Óculos de sol e protetor nem precisa falar né.
Um tênis comum e/ou uma papete serão necessários na hora do rafting. A papete é até melhor.
Leve um agasalho leve para o acampamento. Um moletom é mais do que suficiente.
Lanterna e pilhas também são recomendáveis.
Tente colocar tudo numa só mochila média. Você acaba não usando quase nada da roupa que leva. Duas bermudas e três camisetas dão conta.
Não leve peso inútil tipo walkman e coisas do gênero.
Câmeras subaquáticas são as mais recomendadas.
Filmes de ASA 100 são melhores naquela região, onde há muita luz.
Não se arrisque pela região sem guias.
A melhor época para ir é entre abril e setembro, quando não chove.
Caso precise usar a energia das tomadas, preste atenção: a maioria delas é de 220 volts.
Em alguns lugares, o telefone celular não funciona. Aliás, dado curioso pra quem vai ligar de orelhão a cobrar: em alguns lugares você precisa usar um cartão telefônico para conseguir a ligação a cobrar. Quando tiver dificuldades nos telefones públicos, peça ajuda aos locais.
Não precisa levar nenhum calçado para trekking. Toda a caminhada que você fizer será em trilhas de areia fofa.
Tenha sempre dinheiro trocado com você para comprar refrigerante, biscoitos e outras miudezas. O troco ás vezes é difícil.
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