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Chapada dos Guimarães / MT

A Chapada dos Guimarães dista 64 Km de Cuiabá e nela está o centro geodésico da América do sul (ponto eqüidistante entre os oceanos pacífico e atlântico).

13 de Julho de 2006. Publicado por Adilson Moralez  

Apresentação

Visual da Chapada

Visual da Chapada
Foto: Adilson Moralez

A Chapada dos Guimarães dista 64 Km de Cuiabá e nela está o centro geodésico da América do sul (ponto eqüidistante entre os oceanos pacífico e atlântico). Apesar da pequena distância da capital mato-grossense tem um clima totalmente diferenciado com temperatura mais amena. No caminho para a cidade, pela MT-251, a companhia dos paredões de arenito é uma constante e impressionam pela beleza. Do alto deles é possível avistar a imensa planície pantaneira. As muitas cachoeiras e as variações do cerrado também estão entre as atrações da chapada.

1o. dia - Caverna Aroe Jarí

Trilha para caverna

Trilha para caverna
Foto: Adilson Moralez

Como o dia estava com muita serração e uma fina garoa a idéia do Jorge da Ecoturismo Cultural foi visitarmos a caverna Aroe Jari, pois não teríamos muita luz para as fotos externas. Partimos então em meu jipe para a caverna e no caminho já previ que a volta prometia aventura, pois estavam fazendo terraplanagem para asfaltar a estrada e havia vários carros e caminhões sendo rebocados por tratores no lamaçal formado pela garoa.

Caverna Aroe Jari

Caverna Aroe Jari
Foto: Adilson Moralez

A caminhada para a caverna é de cerca de 30 min e lá dentro o clima era outro, pois cavernas sempre apresentam temperatura constante. Com um enorme salão a caverna, que é de arenito, apresenta uma pequena queda d’água em seu interior. Por determinação do Ibama apenas uma parte dela pode ser visitada.

Interior da caverna

Interior da caverna
Foto: Adilson Moralez

Depois de muitas fotos fomos visitar a gruta da lagoa azul, que devido ao mau tempo infelizmente apresentava um tom esverdeado. No retorno do passeio almoçamos uma deliciosa galinha caipira com a típica farofa de banana no restaurante do quiosque.

Gruta Lagoa Azul

Gruta Lagoa Azul
Foto: Adilson Moralez

Retornando para a cidade, como já previa, a diversão começou. Havia vários carros atravessados no lamaçal e paramos para ajudar uma família num gol que tentava voltar para a cidade. Além da lama o carro estava com problema mecânico e tive que rebocá-lo por mais de 10 km. Como costumo dizer: nada como uma boa diversão aliada a solidariedade.

2o. dia - Rio claro e cidade de pedra

Uma poça no caminho

Uma poça no caminho

Mais uma vez o dia amanheceu nublado e logo após o café da manhã na pousada Pequizeiro saí para a programação do dia: conhecer as nascentes do rio claro e cidade de pedra. Partimos da agência às 9:30h, eu e meu guia e companheiro Ailton. Após alguns quilômetros de carro já estávamos caminhando nas margens do rio até sua incrível nascente. Nunca havia visto um rio nascer tão caudaloso.

Nascente do rio claro

Nascente do rio claro

Durante o trajeto avistamos várias araras vermelhas. Na seqüência fomos visitar o cartão postal da chapada que é a cachoeira véu de noiva (86 m), localizada dentro do parque nacional junto ao centro de visitantes. Aproveitamos para almoçar um saboroso pintado no restaurante de mesmo nome.

Arara-vermelha

Arara-vermelha
Foto: Adilson Moralez

A programação da tarde foi dedicada a cidade de pedra com sua incrível vista. O tempo já estava melhor, mas ainda senti falta do sol para ter imagens mais coloridas. No retorno à cidade passamos pelo portão do inferno, que apesar do nome tem uma vista maravilhosa do vale. À noite mudei para a aconchegante pousada solar do inglês - do Sr. Richard. Aliás, um dos pontos altos da pousada é um bom bate papo sobre suas histórias de caçador.

3o. dia - Trans sertanejo

Trans-sertanejo

Trans-sertanejo
Foto: Adilson Moralez

O dia amanheceu muito bonito e saí para explorar o jardim da pousada sempre em busca das aves se alimentando. Após um café de lorde fui para a Ecoturismo Cultural me encontrar com o Noam, o guia que iria me conduzir por um passeio de carro pelos sertões da chapada chamado trans-sertanejo. O primeiro ponto visitado foi o povoado Peba. Lá conheci um autêntico garimpo artesanal de diamantes. Com a proibição do uso de jato d’água há vários anos o solo é escavado manualmente e todas pedras são cuidadosamente lavadas na busca das pedras preciosas.

Garimpo de diamantes

Garimpo de diamantes
Foto: Adilson Moralez

O segundo ponto foi a cachoeira do pingadoro, onde aproveitamos para o nosso lanche. O circuito teve que ser interrompido, pois a ponte que nos levaria a próxima atração estava interditada. Para aproveitar a tarde voltamos à cidade de pedra onde tivemos um lindo pôr de sol.

4o. dia - Mountain bike e rapel

Planície pantaneira

Planície pantaneira
Foto: Adilson Moralez

Devidamente acomodado na ampla pousada penhasco, acordei bem cedo para ver o sol nascer justamente no penhasco que dá nome à pousada. Incrível a visual de lá – consegue-se avistar Cuiabá e o a planície pantaneira.

Single track

Single track
Foto: Adilson Moralez

Fui para a agência onde o Júlio já me aguardava para uma trilha de mountain bike nos arredores da cidade. Passamos por uma mata muito bonita com vários single tracks (trechos estreitos). No final da trilha chegamos na borda do penhasco com o belo visual da planície. Ainda descemos uma parte do penhasco num local onde há algumas décadas um grupo de “malucos” montou um campo de pouso. O local é incrível, pois só tem acesso à pé ou de avião

O final da trilha

O final da trilha
Foto: Adilson Moralez

A programação da tarde foi por conta do Elimar do Espaço Aventura que consistiu num rapel na cachoeira do marimbondo. Apesar do pouco tempo conseguimos montar o equipamento e descer algumas vezes para lavar a alma, depois de um dia bastante cheio.

À noite me hospedei na pousada Bom Jardim e na manhã seguinte me despedi da Chapada levando ótimas recordações desse lugar mágico.

Dicas do Autor

Adilson Moralez

Adilson Moralez
Foto: Divulgação

A cidade é muito agradável e oferece várias opções de restaurantes e comércio para souvenir.

Como é bem próxima de Cuiabá é comum estar bem agitada nos finais de semana.

Considere pelo menos uma semana para conhecer bem a região e não se esqueça do agasalho nas noites de outono/inverno, pois a temperatura cai bastante a noite.

A visitação pode ser feita o ano todo mas no inverno (jun-ago) as temperaturas são mais amenas e há menor probabilidade de chuvas

Serviços

Ecoturismo Cultural
Praça dom Wunibaldo, 464 – Centro
www.chapadadosguimaraes.com.br
(65)3301-1393
(65)9952-1989
ecotur@terra.com.br

Pousada do Pequizeiro
Av. Homero Mouser, 1447
www.chapadadosguimaraes.com.br/pequizeiro
(65)3301-3333
pousadapequizeiropp@bol.com.br

Pousada Solar do Inglês
Rua Cipriano Curvo,142
www.chapadadosguimaraes.com.br/solardoingles
(65)3301-1389
solardoingles@vsp.com.br

Pousada Penhasco
www.pousadapenhasco.com.br
(65)3301-1555
(65)9972-4449
penhasco@penhasco.com.br

Pousada Bom Jardim
www.pousadabomjardim.com.br
(065) 3301-2668
(65)8408-4587

 

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