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Quase lá!

A idéia era sair cedo para Fairbanks, mas veio à tona uma antiga idéia de colocar insufilme nos vidros laterais para aumentar a privacidade e diminuir a intensidade de luz. Conseguimos uma loja que fez o serviço em duas horas, atrasando um pouco a viagem.

27 de Abril de 2001. Publicado por Equipe EcoViagem  

A idéia era sair cedo para Fairbanks, mas veio à tona uma antiga idéia de colocar insufilme nos vidros laterais para aumentar a privacidade e diminuir a intensidade de luz. Conseguimos uma loja que fez o serviço em duas horas, atrasando um pouco a viagem. Pouco antes do almoço, finalmente partimos para Fairbanks, a última escala antes de Prudhoe Bay, local de nossa largada. Ao contrário de todo o resto dos EUA, o Alaska não conta com as famosas freeways (auto-estradas), aqui tudo é mão dupla, igualzinho ao Brasil, inclusive com o asfalto em condições apenas razoáveis. Ao lado esquerdo da estrada, a figura do monte McKinley, o mais alto da América do Norte e um dos maiores do mundo, nos fez companhia praticamente a viagem inteira. Um colosso coberto de neve branca tão fofa que mais parecia um creme de leite aveludado. As primeiras 150 milhas das 300 totais da viagem, foram sempre rodeadas de altas montanhas e tudo ao redor com muita neve. A temperatura ficou na casa dos 8 graus positivos, o que é ótimo para essa latitude nessa época. Há poucos dias, alguém nos disse que estava -15 em Prudhoe Bay. Ai que friiioooo!!! Durante o trajeto, cruzamos alguns snowmobiles (jet-ski para neve). Que vontade que deu de dar uma voltinha. O céu azul imperou por todo o caminho. Mas como nem tudo pode dar certo o tempo todo, na segunda metade da viagem, tomei minha primeira multa internacional. O Marcelo estava dormindo e eu ouvindo um CD da Zizi Possi em volume alto, super desligado em uma estrada quase deserta quando ouvi um zunindo estranho de fundo pi pi pipi pi pi pi... Quando fui me dar conta era o aviso sonoro do anti-radar (permitido no Alaska) tentando me avisar que um carro de polícia vinha em sentido contrário...olhei rápido para o velocímetro e vi o ponteiro na casa dos 130 km/h, pouco para um Subaru Turbo, mas muito para a estrada, que permitia até 110 km/h. Cruzamos e eu o vi ligar a sirene, fazendo a manobra e vindo atrás. Foi divertido ver um carro de polícia americano com todas aqulas luzes piscando me perseguindo - parecia coisa de filme. Parei na hora (mas fiquei morrendo de vontade de sair correndo que nem naqueles videos de "fugas espetaculares"). O guarda me pediu para lhe acompanhar ao seu carro, pois estava frio do lado de fora. Enquanto preenchia um formulário, eu ia perguntando para ele as funções de cada botão de seu Chevrolet Caprice. E tem muitos, parece o batmóvel. Ele foi muito simpático, desejou boa sorte e, com toda classe, me deu uma multa. Imediatamente fiquei chateado, mas em seguida me deu uma sensação estranha, pensei como seria bom se no Brasil fosse assim também, onde você pode ser uma cara legal, fazer coisas incríveis, ter dinheiro mas, se cometer uma infração, vai pagar. Na verdade a lei é assim, só que o tal do jeitinho sempre dá um jeito, por isso a impunidade impera em nosso querido país. Deixando a filosofia de lado, terminamos a viagem comendo uma lazanha numa cantina em Fairbanks. Cara, mas muito boa. Amanhã vamos ter que atrasar a saída de novo, pois vou ter que ir até o correio pagar os U$ 85 da multa.
Ps.: o anti-radar parou de funcionar, acho que ele deve ter ficado chateado de ter trabalhado de graça para um motorista desatento...

Muita neve a caminho de Fairbanks

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A última ceia - Fairbanks

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