12 de Maio de 2001. Publicado por Equipe EcoViagem
Não imaginávamos que passaríamos tanto tempo rodando no Equador. Foram pouco mais de mil quilômetros do momento que deixamos a Colômbia até agora, quando nos preparamos para dar entrada nos trâmites do lado peruano. Mas estes mil quilômetros foram os mais difíceis desde que partimos do Alasca há 13 dias e nos consumiram 20 horas ao volante. As estradas são as piores que se pode imaginar: muito buraco (crateras!), curvas o tempo inteiro, altitudes de mais de 3 mil metros, falta sinalização. Nossa noite foi tortuosa tanto para quem dirigia quanto para dormir. Melhor, tentar dormir. Decidimos nos revezar a cada duas horas, quando normalmente nossos turnos são de 4 horas. A altitude também afeta o carro e a nós - falta ar. Mas pelo menos os visuais são belíssimos. No início da noite cruzamos a latitude zero, no marco da linha do Equador. Agora nosso GPS indica que estamos no Hemisfério Sul. Ainda temos um trecho dentro do Peru com estradas ruins e sinuosas, mas a partir de segunda-feira estaremos novamente retomando nossa velocidade média de 100 km/h em grande parte do Peru, Chile e Argentina. Parece pouco, mas conseguir manter essa média é bem difícil.
Agora, vamos responder a mais alguns e-mails - têm muitos mais - e aproveitar mandar uma foto do interior de nossa "favela Turbo". Esse apelido é carinhoso e o Forester não tem culpa alguma de nossa bagunça interna. Alguns perguntam como dormimos. Aqui vai a resposta.
O Eduardo Falcone fez comentários interessantes sobre os "burróides" que guardam as fronteiras latino-americanas e aconselha que façamos eles pensarem que são o máximo - eles adoram ser venerados - e não enfrentá-los. Valeu, Eduardo! O Renato, do Rio de Janeiro, nos parabeniza e pede adesivo do Desafio. Assim que o tivermos - o que seria bem legal - nós enviamos para você, ok, Renato?! Marlisa, que diz nos admirar muito e deseja viajar o mundo. Siga seus sonhos, Marlisa. O Cícero pergunta como dormimos no carro. Prometemos que nos próximos dias enviaremos uma foto interna de nossa favela Turbo. Colocamos um colchonete e saco de dormir no porta-malas (com o banco traseiro baixado) e nos jogamos (um de cada vez, é claro) lá. A Meg cobra um mapa indicando onde estamos. É Meg, você tem toda razão - isso estava nos planos, mas a correria dos preparativos finais foram intensas demais. Assim, sugiro que você tenha sempre um mapa em mãos e ao ler nossos relatos exercite sua geografia. A Jane mandou seu diário para nós. E nos chamou de fedidinhos. Isso porque ela nem sentiu o drama. Nos momentos de ócio foi ótimo ler suas abobrinhas. Tinha até umas piadas sem graça, mas valeu Jane!!! O Duda, que vai nos esperar em Ushuaia, promete uma champanhe para estourarmos na chegada. Vamos cobrar! Pode ser Veuve Clicquot? O Guilherme nos dá sugestões legais para nos consolarmos diante de problemas na viagem. Por exemplo, sugere que lembremos do Detran quando estivermos enfrentando as burocracias das fronteiras. E lembremos que na falta de banho, pior seria estar ao lado do jogador de futebol Kleber depois de um jogo com prorrogação no qual ele tinha que marcar o Rincón. Estamos consolados, Guilherme! A Milene e a Náskia, de Natal, têm sido nossas torcedoras mais assíduas, sempre com lindas mensagens de encorajamento e comentários espirituosos. Valeu, Mi!!! Valeu Náskia!!! Respondendo às saudações do Bráulio, vai aqui um grande abraço para ele e toda a galera do Rio (Tica, Andy, Gabi, Mário, Barbel e todos aí).
Telma e colegas do Sebrae; Vickie, de Anchorage (hi, Vickie, we are now in Colombia!); Cezo Bola, onde estiver; Eric, de Boston; Vladimir, de Cabo Frio; Marcelo, da CAOA (depois respondemos sua pergunta!); Renato e Mituo, da Quatro Rodas; Jandabob, de Pittsburgh.


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