7 de Maio de 2001. Publicado por Equipe EcoViagem
Chegamos a Colón, no Panamá, completando exatamente 7 dias de viagem desde que deixamos o norte do Alasca. E o odômetro cravou, também, a metade do percurso: 12 mil quilômetros rodados até o Panamá. Nossa chegada a Colón foi um tremenda surpresa. Havia policiais batedores nos escoltando da entrada da cidade até a praça principal, banda de música brasileira, muitos carros nos seguindo e autoridades presentes: foram nos receber a prefeita da cidade e a governadora da província, acompanhadas de vários jornalistas locais. Isso tudo foi armação do Jorge Nieckele, que está aqui há 5 dias preparando nosso transporte de navio até a Colômbia. Mas não esperávamos por isso. Estávamos bem cansados, mas depois de cumprir as formalidades com a recepção, fomos direto a concessionária Subaru local para uma completa revisão. Apesar de ser domingo, uma equipe de 5 mecânicos foi mobilizada para fazer todo e qualquer serviço com um prazo de apenas 2 horas. Instalaram, inclusive, um par de enormes faróis de milha para facilitar nossos deslocamentos noite adentro. Tinha de ser rápido, pois logo em seguida já estaríamos levando o carro para o porto, onde também fomos calorosamente acolhidos. Em algumas horas já havíamos jantado e colocado o carro em um contâiner. No início da noite, ainda de domingo, ele já estaria dentro do navio e agora pela manhã, segunda, zarpa em direção a Cartagena, na Colômbia. O Jorge fez muitas amizades aqui em Colón e temos uma assessoria incrível. O Carlos, dono da agenciadora de cargas Sopisco, conseguiu o impossível: carregar uma carga no mesmo dia, ainda mais em pleno domingo. Autoridades locais foram mobilizadas para nos liberar. Agora, segunda às 11 da manhã (horário local - 13hs no Brasil) estamos embarcando de avião, os três, para Cartagena. Lá esperaremos a chegada do carro, para tentar um desembaraço rápido. O relógio continua correndo, mas estamos melhor do que o previsto. O que mais preocupa agora é a passagem pela Colômbia, uma terra assolada pelas guerrilhas. Vamos falar com caminhoneiros e quem mais for possível sobre as melhores opções para cruzar o país com segurança. É natural que nenhuma garantia é absoluta, e ainda vamos avaliar bem as possibilidades. Depois contamos nossa decisão. Até depois!

Após 12 mil km, Forester passa por revisão

Crianças apreciam nossa passagem
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