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| De Barcelona, Espanha, para Lages, Santa Catarina | Ibitipoca: Serra Fendida, Terra da Ventania |
30 de Janeiro de 2008. Publicado por Fábio Ávila e Diego Gazola
- Adoraria seguir para um lugar tranqüilo, uma cidadezinha pacata onde pudesse sair à vontade, sem o medo de ser assaltado; onde pudesse dormir tranqüilamente sem o ruído constante da cidade grande, sem receber centenas de telefonemas por dia, sem viver a pressão do dia-a-dia, sem...
- Guarani! É isso, Guarani!!!
- Você certamente não está prestando atenção ao que eu digo! Por que iria ao teatro assistir à ópera O Guarani? Acho que você não entendeu nada...
- Não é isso! Arrume suas malas e siga para a deliciosa cidadezinha de Guarani, em Minas Gerais. Lá, certamente você poderá encontrar o que busca: ruas calmas, ar puro, comunidade alegre e simpática, além de constatar ações do mundo civilizado, como a reciclagem de lixo e o respeito pelo próximo...
- É sério mesmo? Que interessante! Me fale um pouquinho mais sobre essa nova possibilidade.
Quem sabe...
- Quem sabe?! Você às vezes me cansa com suas reclamações, criticas e insatisfações. Desta vez, reaja! A antiga Vila do Pomba surgiu em meados do século 19, e seus primeiros habitantes, aventureiros e fazendeiros, conviviam com os indígenas e cultivavam frutas e cereais em uma região então ainda coberta por vegetação nativa e densa mata virgem. Com o decorrer dos anos, surgiu uma capela e, depois, as edificações que formaram o Arraial Espírito Santo do Pomba. Mas o verdadeiro progresso
ocorreu com a edificação da Estação Ferroviária, em 1883, cinco anos antes da abolição da escravatura que transformaria Guarani em uma região atraente para os imigrantes, que viriam a substituir o labor dos negros libertados pelas mãos da Princesa Isabel.
- Sem dúvida, estou interessado em conhecer a história dessa cidade! Mas, e nos dias atuais? Será que encontrarei descanso e paz por lá?
- Deixe-me falar um pouquinho mais. Enquanto na Europa eclodia a Primeira Grande Guerra Mundial, a pacata Guarani encravada no coração do Brasil se emancipava: 25 de março de 1914 é uma data histórica para a Comunidade.
- Estou quase convencido a viajar para Guarani. Mas o que farei ao chegar à cidade?
- É uma zona bastante rural. Você poderá conhecer os fazendeiros e desfrutar do dia-a-dia no campo, próximo a aglomeração que, com seus 9 mil habitantes, o acolherá de braços abertos.
- Mas o que fazer na cidade?
- Visite, inicialmente, a Igreja Matriz e as Capelas da Santa Rita e da Saudade. Que sua viagem seja abençoada... Procure conhecer o prefeito – atualmente, o sr. José Xavier é quem representa os guaranienses – e ouça-o.
Percorra as ruas tranqüilamente e preste atenção nos casarões antigos; visite a antiga estação de trem, e, no final do dia, fique extasiado com os bandos de andorinhas que volteiam pelos ares em busca de abrigo para passar a noite. Aos milhares. Um verdadeiro espetáculo!
- Você me aconselha a conversar com mais alguém quando lá estiver?
- Sim! Dê um longo e afetuoso abraço em Rita Andrade, uma cidadã guaraniense
- pessoa maravilhosa – engajada na luta pelo bem-estar de sua terra. Não deixe de visitar a usina de triagem de lixo, um passo importante na reciclagem e compostagem dos resíduos urbanos locais.
- Como bem disse, coisa de primeiro mundo, não é?
- É verdade! Além disso, Guarani tem as mais belas mulheres do Brasil! É inacreditável.
- Está bem! Você me convenceu! Lá vou eu para Guarani! Iupiiii!!!!
De Barcelona, Espanha, para Lages, Santa CatarinaIbitipoca: Serra Fendida, Terra da Ventania