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27 de Junho de 2008. Publicado por Vininha F. Carvalho
A implantação do Memorial da Boa Morte, o pedido à Unesco para que Cachoeira e São Félix, sejam reconhecidos como Patrimônios da Humanidade, e um projeto de qualificação de mão-de-obra turística em Cachoeira, foram alguns dos compromissos firmados na quarta-feira, dia 25 de junho, pelo governador da Bahia, Jaques Wagner, e o secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, na histórica cidade do Recôncavo do Estado.
Neste dia, pela primeira vez na história, a sede do governo baiano, foi transferida oficialmente para a cidade , o que a partir de agora, deverá acontecer todos os anos. A data comemora o 25 de junho de 1822, quando Cachoeira e alguns municípios vizinhos, iniciaram as lutas pela independência da Bahia. A transferência está prevista na lei 10.695/07, aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo governador Jaques Wagner.
A cerimônia contou com a presença de secretários estaduais, dirigentes de órgãos públicos, do prefeito de Cachoeira, Fernando Antônio da Silva Pereira, do presidente da Assembléia Legislativa da Bahia, deputado Marcelo Nilo, do ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, do ex-governador da Bahia, Waldir Pires, e membros da Irmandade da Boa Morte, dentre outras autoridades.
A celebração foi iniciada com o hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia e de Cachoeira. Em seguida, todos seguiram para a igreja matriz, onde aconteceu o Te Deum, tendo à frente o arcebispo primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella Agnelo.
“Governar também é homenagear a história e construir um futuro”, disse o governador Jaques Wagner, a respeito da importância da transferência da sede do governo para Cachoeira nesta data. “A Assembléia aprovou e eu sancionei essa lei para que todo ano, em 25 de junho, haja essa celebração em Cachoeira, cidade que deu o primeiro passo para a independência da Bahia”, explicou. Para o secretário de Turismo, Domingos Leonelli, a data será muito representativa para o desenvolvimento do turismo na cidade de Cachoeira.
“Assinamos um convênio para elaboração de um projeto de implantação do Memorial da Boa Morte, e um convênio com a Universidade Estadual da Bahia (UNEB), visando a qualificação profissional para o turismo étnico na região. Serão cerca de 150 alunos capacitados para esse segmento”, informou o secretário Leonelli.
A presidente da Bahiatursa, Emília Salvador Silva, elogiou a homenagem. “É fundamental que a cidade de Cachoeira tenha esse reconhecimento, pois é um município que tem tudo para decolar no turismo. Possui rica gastronomia, história, cultura e um belo patrimônio artístico. Para que haja uma profissionalização do setor turístico, vamos contar também com o apoio da Universidade Federal do Recôncavo Baiano”, concluiu Emília.
Para o historiador e presidente da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro, essa é uma homenagem justa. “Foi Cachoeira que comandou a luta pela independência da Bahia. Não haveria 2 de julho se não houvesse 25 de junho”, disse o professor.
À tarde, foi realizada uma sessão solene na Câmara Municipal de Cachoeira para comemorar a data. Na oportunidade, a cachoeirense e oradora oficial da festa, a deputada federal Lídice da Mata, ao lado do governador, Jaques Wagner, mostrou grande satisfação pela iniciativa. Para encerrar, as tropas das Forças Armadas, da Polícia Militar e bandas do Recôncavo desfilaram pela cidade.
Fonte: DeCom Bahiatursa