EcoViagem - Hotéis, Pousadas, Ecoturismo, Agências de Viagens e muito mais
EcoNews

Fique por Dentro

Notícias

Fique por Dentro > Notícias > Turismo > 

Anuncie Grátis no Portal

Anúncio totalmente GRÁTIS.
Clique aqui e faça seu anúncio agora.

Anuncie seu hotel ou pousada aqui  
Notícias Viajantes Colunistas Entrevistas Artigos 

Notícias > Turismo > 

Lei Cidade Limpa completa um ano e renova paisagem urbana de São Paulo

Neste período, milhares de propagandas e anúncios indicativos foram retirados pela Prefeitura e pelas próprias empresas de publicidade. Centenas de multas foram aplicadas por conta de outdoors e placas indicativas irregulares, num tot

27 de Setembro de 2007. Publicado por reginak  

Neste período, milhares de propagandas e anúncios indicativos foram retirados pela Prefeitura e pelas próprias empresas de publicidade. Centenas de multas foram aplicadas por conta de outdoors e placas indicativas irregulares, num total de R$ 41 milhões.

A Lei Cidade Limpa, aprovada pela Câmara Municipal em 26 de setembro de 2006 por 45 votos a um, passou a vigorar em 1º de janeiro deste ano, após prazo de três meses concedido para que as empresas de mídia exterior retirassem da paisagem da Cidade placas e painéis de propaganda. A nova legislação estabeleceu o fim da publicidade nos lotes urbanos de São Paulo, atendendo determinação do prefeito de instituir uma política de combate à poluição visual.

Neste período, milhares de propagandas e anúncios indicativos foram retirados pela Prefeitura e pelas próprias empresas de publicidade. Centenas de multas foram aplicadas por conta de outdoors e placas indicativas irregulares, num total de R$ 41 milhões. A Lei determinou multas de R$ 10 mil por propaganda ilegal, aplicada aos anunciantes, às empresas responsáveis pela instalação das placas e aos proprietários dos terrenos onde foram colocados os anúncios.

"É um balanço muito favorável. E o mais positivo é a adesão de São Paulo, da população, que passou a ser parceira da Prefeitura nesse projeto que mudou o visual da Cidade", afirmou o prefeito ao analisar os resultados do primeiro ano da Lei Cidade Limpa. "São Paulo está mais bonita, é referência para outros municípios que passaram a também trabalhar por ter uma legislação com essas características. Então nós temos motivos para festejar a Lei que melhorou a nossa Cidade", acrescentou o prefeito, lembrando que autoridades do Rio de Janeiro preparam lei semelhante para aquela cidade.

Todo tipo de mídia exterior (outdoors, luminosos, backlights, frontlights, painéis e placas) teve de ser retirado. Além da publicidade, letreiros de lojas e de estabelecimentos de comércio e de serviços, os chamados anúncios indicativos, fora do padrão estabelecido pela nova legislação precisaram ser remodelados até 31 de março, de acordo com o tamanho da fachada dos locais. Para imóveis com até 10 metros de frente, as placas indicativas precisam ter 1,5 m². Para aqueles com frente maior que 10 metros, a placa com o nome do estabelecimento pode ter até 4 m². A aprovação da legislação que acabou com a poluição visual em São Paulo é incontestável. Pesquisa do instituto Datafolha feita em 13 de agosto concluiu que 63% dos entrevistados aprovaram a Lei Cidade Limpa.

Mudanças visíveis

"Todo mundo percebia a poluição visual como algo irreversível. A determinação do prefeito foi fundamental para a aplicação da Lei Cidade Limpa", resumiu a diretora do Meio Ambiente e Paisagem Urbana da Emurb, coordenadora do grupo que preparou o texto da Cidade Limpa. "Em um ano, a nova legislação mudou a cara de São Paulo. Houve um período de adaptação, mas hoje todos reconhecem que a Cidade ficou mais bonita para os paulistanos", afirmou o secretário de Coordenação das Subprefeituras, responsável pelas operações que retiraram os outdoors das ruas da Cidade.

A avaliação dos técnicos da Prefeitura que embasou o trabalho foi de que a arquitetura de São Paulo estava escondida atrás de tanta publicidade. E que as placas, outdoors e indicativos encobriam também fachadas degradadas e gambiarras nas instalações, como se pôde confirmar após a remoção do material. Agora, em toda a Cidade é possível ver reformas para reparar e embelezar essas fachadas. A cada dia São Paulo está mais renovada.

"Em uma sociedade consumista como a que vivemos, a Cidade não dava mais conta da tecnologia informacional. Os anúncios enchiam os olhos de nada", comentou a diretora da Emurb, que também é vice-presidente da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU).

Legalmente, a atividade publicitária nos espaços públicos não era prevista no Plano Diretor da Cidade, que estabelecia somente atividades de interesse público, como o comércio. "Decidimos radicalizar quando vimos que o espaço público estava sendo invadido pela publicidade exterior", frisou a diretora. Estimativas da Prefeitura davam conta de que pelo menos 70% de todo o material era irregular.

Exemplo para outras grandes cidades

Durante o processo de implementação da Lei foi preciso enfrentar ações, pressões de empresas de publicidade exterior e a desconfiança de setores da sociedade. "Por outro lado, a confiança foi a primeira força que tivemos", disse a diretora da Emurb, que citou a adesão da Febraban, Associação Paulista de Supermercados (Apas), entidades ligadas à Construção Civil, lojas de material de construção e franquias, entre outras. Essa adesão gerou uma série de outras ações de adaptação à Lei.

A Cidade Limpa possibilitou que a população pudesse apreciar São Paulo. Melhorou a qualidade de vida das pessoas. O sucesso da iniciativa estimulou autoridades de cidades de países como Alemanha, México, Argentina e Estados Unidos a conhecer o que foi feito em São Paulo.

O secretário de Coordenação das Subprefeituras lamentou, porém, que algumas empresas ainda insistem em brigar na Justiça contra a Lei: "Mesmo assim, estamos recorrendo de todas as ações judiciais para retirar, o mais breve possível, as placas e esqueletos que ainda enfeiam a Cidade".

Para remover a publicidade, batalha jurídica

Ao longo de um ano, a Procuradoria da Prefeitura enfrentou uma batalha jurídica em defesa da Lei Cidade Limpa. Empresas de publicidade exterior e entidades de classe tentaram derrubar na Justiça a nova legislação que transformou a paisagem urbana. Desde 26 de setembro de 2006, quando a Lei foi aprovada pela Câmara, foram impetrados na Justiça 97 mandados de segurança e 114 ações ordinárias contra a Lei. Dezenas de liminares foram concedidas, mas aos poucos a Prefeitura foi conseguindo derrubá-las. O presidente do Tribunal de Justiça, por exemplo, cassou de uma só vez 55 liminares. Atualmente, ainda há 34 em vigor, à espera de julgamento dos recursos apresentados pelo Município.

Uma das lutas mais significativas foi contra a ação do Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior (Sepex), que entrou com mandado de segurança coletivo contra a Lei. O sindicato conseguiu, na Justiça, prorrogar para 31 de março deste ano o prazo para a retirada das peças publicitárias das empresas associadas à entidade. Este também era o prazo limite para a adaptação dos indicativos comerciais à legislação.

O Sepex, assim como outras empresas, argumentaram na Justiça que a Lei feria o princípio da livre iniciativa e que só a União poderia legislar sobre publicidade. A Prefeitura mostrou que a Cidade Limpa não tem como ponto central a legislação publicitária, mas o meio ambiente urbano, tema de competência municipal. Além disso, demonstrou que a publicidade será regulada posteriormente por lei a ser enviada à Câmara prevendo a instalação de mídia exterior no mobiliário urbano, como pontos de ônibus e relógios.

Em março de 2007, o presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, suspendeu os efeitos da liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo ao Sepex, que impedia parcialmente a aplicação da Lei Cidade Limpa. Em sua decisão, o ministro destacou que a Lei "goza de plena presunção de constitucionalidade e possui manifesto e elevadíssimo grau de interesse público, por buscar promover bem comum de indiscutível essencialidade, indispensável à obtenção de uma melhor qualidade de vida no meio ambiente urbano". No acórdão em que acolheu os argumentos da Prefeitura desde a concepção da Lei, o ministro reconheceu que a Constituição dispõe como dever do Poder Público definir "os espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos".

Para o secretário municipal de Negócios Jurídicos, a derrubada das liminares pelo TJ, a decisão do STF, o apoio da população e dos urbanistas e a aprovação quase unânime da Lei pela Câmara Municipal foram fundamentais para a Cidade Limpa ter sido efetivada e para que diminuísse o número de ações contrárias. O secretário comentou que a novidade da Lei é que a população teve a possibilidade de colaborar diretamente com a sua fiscalização. Caso bem diferente da Lei anterior sobre regulação da mídia exterior, que chegava a detalhamentos como o que não permitia anúncios publicitários a menos de 35 metros de viadutos, dificultando a fiscalização.

Computados os dados e constatado que as ruas e prédios de São Paulo estão livres da publicidade exterior que ocultava seus traços genuínos, pode-se dizer que boa parte da batalha já foi vencida. "O que fizemos contribuiu para elevar a auto-estima da população, que passou a observar e valorizar a sua Cidade", avaliou.

No último dia 17, a Prefeitura de São Paulo obteve a primeira decisão de mérito no Tribunal de Justiça a favor da Lei Cidade Limpa. O TJ modificou sentença de primeira instância na ação movida pela empresa Evidência Luminosos e Painéis, julgando constitucional a Lei que proibiu outdoors e disciplinou os indicativos comerciais em São Paulo.

A suposta inconstitucionalidade da Lei foi o principal argumento utilizado pelas empresas de publicidade externa nas ações judiciais movidas contra a Cidade Limpa. "Essa decisão do Tribunal de Justiça mostra que a Prefeitura tem o amparo da Constituição para legislar sobre matéria de paisagem urbana", comemorou o secretário municipal de Negócios Jurídicos.

fonte: Portal da Prefeitura de São Paulo

 

Comentários

 
 
 

Veja também

 
 

Secretaria do Verde lança folder para trilha no Parque IndependênciaCampanha publicitária mostra novos destinos turísticos brasileiros no exterior

Anuncie sua hospedagem ou agência Grátis Publicidade Sobre o Portal EcoViagem Entre em Contato