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A energia solar está ficando barata. E iluminação em LEDs fará parte do futuro.

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20 de Abril de 2007. Publicado por Lyanne Rehder  

Luz verde

Como sairemos do impasse de gerar energia elétrica com fontes sujas"

Essa atividade é a maior geradora mundial de gases de efeito estufa humanos, um quarto do total. Uma boa parte dessa eletricidade, 39% (números de 2002), é produzida por usinas movidas a carvão, que são baratas, porém duas vezes mais poluentes do que o gás natural. Esse, por sua vez, gera 19% do total, enquanto o óleo combustível fica com 7%. Somados, 65% da energia elétrica planetária advém da queima de combustíveis fósseis.

Para virar o jogo, precisamos aprender a produzir energia elétrica limpa, além de utilizá-la com mais eficiência.

Existe a alternativa nuclear, que hoje gera 17% da energia elétrica global. Sua grande vantagem é não jogar carbono no ar e embora produza um resíduo tóxico, manejado com cuidado, não há problema. Mas existe a armadilha da bomba atômica, quem controla essa tecnologia pode fazê-la. Se os movimentos do Irã nesse sentido já causam tensão, imagine um mundo movido à energia atômica. Muitos países entrariam nesse clube. Além disso, pense em centenas de novas usinas sendo construídas em países sedentos de energia como China e Índia. O primeiro é uma ditadura e o segundo tem problemas de fronteira. Não parece um cenário geopolítico dos mais agradáveis.

Felizmente, há boas notícias para o médio e longo prazo. Na ponta da produção, um salto tecnológico cortou pela metade o custo da energia solar. No lado do consumo, os LEDs prometem substituir as lâmpadas incandescentes por um décimo do uso de energia.

Uma subsidiária da Boeing, a Spectrolab conseguiu a façanha de produzir células de energia solar que aproveitam 40% da energia que recebem. Os melhores resultados até pouco tempo ficavam próximos a 10%. Quanto se comemorava a um salto para 22%, veio o breakthrough da Boeing. Com isso, o custo do kilowatt/hora caiu para a faixa de 8-10 centavos de dólar.Nos EUA, o custo do Kilowatt/hora varia de 4,6 centavos no Kentucky até 15,70 no Havaí. Na Califórnia e em Massachusetts, passa de 10 centavos. Ou seja, a energia solar está ficando competitiva. A Espanha espera que até 2010 possa produzir energia solar ao preço da gerada por carvão.

O front dos consumidores também está agitado. Os legisladores californianos estão considerando o banimento de lâmpadas de bulbo incandescente até 2012. As alternativas são as lâmpadas fluorescentes compactas e os LED (Light-emitting Diode). Ambas são mais caras, especialmente os LEDs. Mas consomem muito menos e têm uma longa vida útil. A cidade de Raleigh, na Carolina do Norte, está equipando um estacionamento público com iluminação a LED. Espera-se que o retorno demore alguns anos, mas economize o suficiente para justificar a troca. As iniciativas do setor público fomentam a pesquisa e o põem em uso primeiro as novas tecnologias. Mesmo perdendo algum dinheiro, são bem-vindas.

Veja a tabela abaixo (fonte: Product Dose)

http://arruda.rits.org.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.ImageServlet

Uma lâmpada incandescente de 60 watts custa US$1,35, enquanto uma de LED com luminosidade equivalente sai por US$55. Uma bela diferença de 40 vezes, tornando pesado o investimento inicial no LED. Mas a comum dura 1.500 horas, enquanto a de LED dura 60 mil horas, também 40 vezes a mais. Parece um empate, mas não é. A lâmpada high-tech consome um décimo da energia, 6 watts. Assim, ao longo da sua vida útil de 60 mil horas (cerca de 7 anos), poupa-se muitas verdinhas. Nos cálculos acima, para uma casa com 30 lâmpadas funcionando em média 5 horas por dia, a economia nesse período é de US$22 mil dólares.

O mesmo cálculo feito para as lâmpadas fluorescentes (coluna do meio da tabela) chega a uma economia de quase US$20 mil. Só que o preço delas é uma fração das lâmpadas de LED, tornando o investimento inicial muito mais leve. Hoje, elas são a pedida da vez. Mas não por muito tempo. Alguns fabricantes estimam que os LEDs possam se tornar mais baratos que as lâmpadas fluorescentes.

Juntando os avanços na ponta da geração e do consumo, a esperança é de um futuro brilhante (com trocadilho, por favor), com luz barata, duradoura e limpa para todos.

Eduardo Pegurier :: É jornalista e mestre em economia pela universidade George Mason. Dá aulas na PUC-RJ.

Fonte: O Eco

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