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20 de Maio de 2003. Publicado por Equipe EcoViagem
A questão do aproveitamento dos pneus após seu uso nos veículos sempre foi controversa. Pensando nesta questão a engenheira Carla Mayumi Passerotti de Morais desenvolveu o estudo “Reciclagem de pneus: viabilidade da aplicação de alternativas para utilização de pneus em grande escola”, apresentado como dissertação de mestrado à Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.
Ela diz que nas indústrias cimenteiras, a necessidade de combustível é constante. “No processo de fabricação do cimento, são utilizados fornos cujas temperaturas chegam até 1.300º C.
"Colocando pneus como parte do combustível nos fornos, algumas indústrias obtiveram economia de até 20%, pois são materiais de baixo custo e de fácil obtenção" explica Carla.
Outra forma de reaproveitamento analisada por Carla é a utilização do material na composição do asfalto. "Já existem algumas vias com `asfalto de pneu` ", cita Carla.
"Mas essa utilização ainda é pequena, principalmente pelo fato de representar um custo adicional".
Para a engenheira, hoje a utilização do pneu como combustível é a melhor alternativa para os pneus velhos devido a economia que representa e a facilidade de ser empregado.
Carla defende que deve haver uma mudança de mentalidade da população sobre a reutilização dos pneus: "falta uma visão crítica deste problema, que cresce a cada dia. Por exemplo, poderia ser realizado um "dia da coleta", em que todos que possuem pneus abandonados em casa os entregariam aos órgãos governamentais,para que se fosse dado um destino adequado".
Entre os diversos processos de reaproveitamento de pneus analisados no estudo, Carla constatou que quatro são os mais viáveis: reforma (recauchutagem), Pirólise(sistema Petrobrás-six), utilização como combustível em fornos de cimento e utilização como componente em asfalto.
O processo denominado de Petrobrás-six consiste na mistura de pedaços de pneu com xisto betuminoso, mineral utilizado para obtenção de óleo e gás natural.
Nesse método, o volume de xisto, contendo 5% de pedaços de pneu, é aquecido a altas temperaturas para retirada do óleo e do gás.
"Esta tecnologia já é empregada no estado do Paraná, e tem como principal virtude o fato de não intervir na qualidade do material produzido, além de não requerer mudanças no processo", aponta a engenheira.
Fonte: FSP-USP/CEMPRE
Comentários |
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Bruno bunoropostado: 3/9/2008 20:47:20ótimo...usei no meu trabalho na facu de Gestão ambiental |
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