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19 de Outubro de 2007. Publicado por Vininha F. Carvalho
Vaso sanitário que economiza 80% de água no momento da descarga; cestos de coleta de lixo produzidos a partir da reciclagem de tubos de pasta de dente e cartela de comprimidos, máquina para reciclagem de latas que emitem tíquetes para desconto nas compras em supermercados e um gotejador caseiro para a economia na rega das plantas.
Estas são algumas das "invenções" apresentadas por pequenos empresários da Região Metropolitana de Campinas (interior de São Paulo) na mostra realizada junto ao I Seminário RMC do Meio Ambiente 2007 +10 - Indaiatuba, que aconteceu nos dias 16 e 17 de outubro.
"A idéia é apresentar tecnologias simples, mas ambientalmente corretas, criadas por empresários da região e que podem contribuir para a preservação da natureza e para a melhoria da qualidade de vida", explica Rubem Carvalho, assessor para Assuntos Sócio-ambientais da presidência do Conselho de Desenvolvimento da RMC.
O evento, que conta com 230 inscritos e está sendo realizando no auditório da CIAEI, em Indaiatuba, reúne prefeitos e secretários das 19 cidades da Região Metropolitana de Campinas para a discussão e definição de propostas de ações concretas para as questões ambientais. O resultado será compilado em um documento, a Carta de Indaiatuba, que representará o compromisso das 19 cidades de atuarem conjuntamente para a otimização de recursos materiais e financeiros e para a maior eficácia das ações.
Curiosas invenções:
A descarga que utiliza somente três litros, volume cerca de 80% menor do utilizado pelo sistema convencional instalado na maior parte dos imóveis brasileiros, foi desenvolvida quase que por acaso pelo empresário do ramo de biscoito de polvilho (Indústria Daltony), Dalmo José Peres, de Campinas.
Em 2000, ele interessou-se pelo assunto ao ler uma reportagem sobre a necessidade da indústria de louça sanitária mundial de desenvolver vasos que economizassem água no momento da descarga.
Em poucos meses, Dalmo criou e patenteou o sistema no qual o fundo do vaso sanitário funciona como uma espécie de alçapão, liberando os desejos diretamente na tubulação de esgoto com apenas 50% da água necessária para a mesma necessidade no sistema convencional.
De acordo com o empresário, o Brasil possui cerca de 100 milhões de vasos sanitários em uso e que gastam, em média, 15 litros de água por descarga.
"Embora a indústria mundial do setor venha atuando para reduzir o volume de água por descarga e tenha conseguido novos produtos que utilizam 6 litros por descarga, o nosso sistema é mais eficiente, pois consome apenas 3 litros por uso. De acordo com um ensaio realizado pelo Centro de Pesquisas do Instituo Mauá de Tecnologia, o nosso sistema supera os requisitos técnicos em todos os itens", comemora o inventor .
"O produto denominado Sistema Daltony é uma bacia sanitária com caixa acoplada fabricada da mesma forma e com as mesmas matérias primas usadas na fabricação das louças sanitárias convencionais. A principal diferença dessa bacia em ralação a convencional é que são constituídas sem o sistema de sifão e apresentam consumo de água reduzido a 3 litros por descarga", informa o Relatório de Ensaio assinando por Edson Iwamoto, chefe da Divisão de Ensaios e Análises do Instituto Mauá.
"Nosso sistema também foi testado e aprovado pelo Centro Internacional de Reuso de Água da Universidade de São Paulo (USP), onde temos cinco destes vasos sanitários instalados para diversos testes", diz o empresário.
Em parceria com a fabricante de louças sanitárias para exportação, Idéias e Detalhes, sediada em Itupeva, Dalmo iniciou, há 90 dias, uma produção de 1.500 vasos para venda e demonstração.
A meta é atingir 60 mil unidades mês. Como a produção ainda é pequena, a unidade custa cerca de R$ 750,00 e a instalação é rápida. "Não demoramos mais do que meia hora para trocar o vaso tradicional pelo nosso sistema", garante.
Produtos reciclados:
Já a empresa Meca Coleta Inteligente, de Santa Bárbara D´Oeste, criou caixas coletoras de lixo reciclável, de pilhas e para o transporte de lâmpadas fluorescentes. O diferencial das caixas é que a matéria prima para a sua fabricação é composta por 75% de resíduos de tubo de pasta dental e 25% de cartela metalizada de medicamentos.
"A matéria prima é adquirida de "lixeiros" ecológicos", explica Sidnei Almeida, proprietário da Meca.
Outro "invento" da empresa é a máquina coletora de latas de alumínio. A lata é colocada individualmente na máquina que a comprime e a deixa pronta para a reciclagem. Para cada lata "depositada", a máquina imprime um tíquete eletrônico, cujo valor equivale ao desconto em novas compras oferecido pelo estabelecimento no qual o equipamento foi instalado.
O valor oferecido pelo supermercado São Vicente, de Americana, por exemplo, é de R$ 0,04 por lata. A Meca loca a máquina coletora de latas por R$ 1.000,00 mensais.
Conta-gotas:
De Bauru, a Acqua Vitta Floral trouxe o Petgotta, um gotejador caseiro regulável, acoplado em garrafa pet. O produto, fabricado com plástico reciclável, é colocado nos vasos de plantas e flores, liberando a água na forma de gotas e em quantidade regulável e suficiente para manter a terra úmida e a planta hidratada.
Os benefícios ecológicos vão muito além do aproveitamento de materiais recicláveis: economia de água e eficácia no combate ao mosquito da dengue. O produto foi lançado há um mês na Expoflora, em Holambra, e já vendeu cerca de 15 mil unidades.
"Transformamos o pet, que é um grande inimigo da natureza, em um aliado para a preservação das plantas e contribuímos para a utilização racional da água", explica Sergio Cruz Machado, inventor do Petgotta e proprietário da empresa.
Fonte: Ateliê da Noticia
Del Valle Editoria
Contato: vininha@vininha.com
Site: www.animalivre.com.br
Comentários |
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paulino Gomes de Limapostado: 29/9/2008 16:56:03Olá! sou inventor e acabo de criar algo muito interessante e ecologicamente correto...algo INEDITO. Vi seu abraço |
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Wilson Ramalho Filhopostado: 19/9/2008 19:17:20Parabens pelo assunto. Gostaria de saber se existe algum máquina que recicla caixa de leite, recuperando o aluminio e o papelão? |
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Wilson Sarmentopostado: 7/9/2008 03:30:30Gosto muito deste tipo de assunto, e vou fazer uma pesquisa de preços destes produtos e quando ficar ao meu alcance com certeza adotarei todos. Sou um colecionador de atitudes ecológicas. sempre que tiver notícias deste tipo, se possível, gostaria de receber por e-mails. Desde já fico grato. Grande abraço. |
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