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9 de Setembro de 2003. Publicado por Equipe EcoViagem
Hoje, quase tudo é reciclável. E sempre surgem novas tecnologias, permitindo reciclar o que antes não se podia, como informa o site do Instituto Akatu, que prega o consumo consciente.
Ultimamente, os principais jornais do País vêm publicando notícias sobre os nossos recordes em reciclagem. Além das latas de alumínio, que dão ao Brasil o mais alto índice de reciclagem do mundo, também avançamos muito quanto a outros materiais descartáveis: plástico, papel e vidro.
O mercado da reciclagem cresce porque, infelizmente, também cresce o desemprego. Segundo o Cempre – Compromisso Empresarial para Reciclagem e a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, já são cerca de 500 mil os catadores de papéis, metais, plásticos e vidros. O número é de tal ordem que levou o Ministério do Trabalho a reconhecer o catador na nova Classificação Brasileira de Ocupações, no ano passado. Esse cenário pode ser observado a qualquer momento, em especial nas áreas urbanas, onde as carrocinhas dos catadores de rua se multiplicam.
Com o aumento da oferta, mais uma vez as impiedosas leis do mercado se impõem. Enquanto a indústria da reciclagem aumenta os seus ganhos, os preços de compra dos materiais caem e os catadores continuam cada vez mais pobres.
Este é o assunto da semana na coluna Responsabilidade Social e Ética, do jornalista Engel Paschoal.
Engel Paschoal dá cursos e palestras motivacionais de responsabilidade social. A coluna Responsabilidade Social e Ética tem o apoio do Instituto Ethos e é publicada em jornais e sites, entre eles o Canal Trabalho & Companhia.
Fonte: Instituto Ethos