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Lixo pode passar de problema a solução

Prefeitura de Embu das Artes (SP), pretende ampliar o programa de coleta seletiva, conscientizar a população a respeito do tratamento do lixo e investir em novos projetos A cada mês o aterro sanitário de Embu das Artes

9 de Agosto de 2005. Publicado por Equipe EcoViagem  

Prefeitura de Embu das Artes (SP), pretende ampliar o programa de coleta seletiva, conscientizar a população a respeito do tratamento do lixo e investir em novos projetos

A cada mês o aterro sanitário de Embu das Artes recebe cerca de 4.000 toneladas de lixo seco e orgânico, e aproximadamente 1.200 toneladas de resíduos vindos da limpeza urbana, como entulhos, detritos de varrição, capinagem, galhos e folhas de árvores.

Para coletar, transportar e dar um destino final a esse volume de resíduos a prefeitura da cidade gasta atualmente entre R$ 280 a R$ 300 mil mensais.

Numa estimativa média, é como se cada um dos cerca de 232 mil habitantes produzisse em torno de 58 quilos de lixo por mês ou o equivalente a 600 gramas diariamente, a um custo médio por habitante de R$ 70 mensais.

Para transformar o problema do lixo em solução ambiental e convertê-lo em benefício aos recursos financeiros da cidade, melhorando a qualidade de vida da população, Embu das Artes está ampliando alguns projetos e implantando outros.

Um dos principais alvos, no entanto, é sensibilizar os moradores do município para evitar medidas mais drásticas, como a cobrança da taxa de lixo, já adotada em cidades vizinhas.

Uma das idéias lançadas pelo prefeito Geraldo Cruz é que a população forme núcleos por bairro, reuna-se com a prefeitura e discuta sobre o tratamento final dos resíduos.

`É preciso plantar a consciência para destinação correta do lixo`, afirma ele. João Ramos, secretário municipal do Meio Ambiente, concorda: `depende da consciência cidadã do munícipe a definição da taxa, pois o lixo é responsabilidade de todos nós`, avalia.

A coleta seletiva de lixo lançada em 1997 vai ganhar novo impulso. Entre as medidas estão reuniões com as comunidades, priorizando bairros com maior volume de lixo coletado, como é o caso do Jardim Júlia; a instalação de 17 novos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) - assim chamados os contêineres - em locais estratégicos tais como escolas e Associações de Bairros.

O governo municipal estuda a construção de uma fábrica de bloquetes reciclados que processará o entulho (restos de reformas e construções) gerado na cidade, reutilizando-o como matéria-prima para a construção civil.

Pretende, ainda, adquirir uma máquina para picar os detritos de podas de árvores e juntá-los à compostagem para viveiros de plantas, melhorando a qualidade do solo.

Restrita a 1% do lixo seco residencial coletado e com potencial estimado em 25%, a reciclagem desses resíduos feita pela Cooperativa de Reciclagem de Matéria-prima de Embu (Coopermape) deve chegar a 3% até 2006.

A previsão é feita pela engenheira ambiental Hilcer Balsi, coordenadora da Divisão de Controle Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente de Embu das Artes.

Altos investimentos:

A gestão correta do lixo urbano exige investimentos consideráveis em cidades como Taboão da Serra, por exemplo, onde 98% do território é ocupado.

De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, o município gasta R$ 55,00 por tonelada de lixo recolhido e, pela falta de área adequada para destiná-lo, R$ 230 mil para depositá-lo num aterro de São Paulo. Já em Itapecerica da Serra, cuja área é totalmente de proteção de manancial, o governo local projeta transformar o atual lixão em aterro sanitário.

Após assumir a prefeitura em 2001, a administração Geraldo Cruz saneou os gastos com tratamento de lixo e renegociou contratos que chegavam a R$ 450 mil/mês.

Após cinco anos e mesmo com o crescimento da população, os custos foram reduzidos aos patamares atuais que não ultrapassam R$ 300 mil mensais.

Segundo o prefeito, Embu das Artes é atualmente a cidade que proporcionalmente menos gasta com lixo no Estado de São Paulo.

Para que os avanços continuem, a conscientização dos moradores a respeito da limpeza dos espaços públicos e reciclagem do lixo residencial precisa ser incentivada.

Danielle Rodrigues da Cruz, moradora do Jardim Santa Emília há mais de 12 anos, comenta sua indignação ao ver um vizinho sujar a via pública.

`Conversei com ele para que não sujasse a calçada, jogando entulho. Moramos numa rua sem saída, que não tem muito movimento, onde as crianças podem brincar e se todos nós que moramos aqui cuidarmos, vamos manter a rua sempre bonita`, constata.

A moradora afirma ainda que pretende conversar com a responsável pela Associação Amigos do Bairro para viabilizar a coleta seletiva de lixo no Jardim Santa Emília.

Quem também tiver interesse em ser beneficiado pela coleta seletiva basta fazer o mesmo, procurando a liderança comunitária do seu bairro.

Fonte: Prefeitura Municipal de Embu das Artes

 

Comentários

 
 

Maria Eduarda

 postado: 15/9/2008 14:35:08

eu acho que não adianta se só a prefeitura quizer mudar, tenque ser todo mundo junto, porque o que adianta se a prefeitura limpar e o povo sujar ?


 
 
 

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