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6 de Novembro de 2007. Publicado por Vininha F. Carvalho
Uma platéia formada por mais de 200 pessoas assistiu atentamente aos debates e opiniões expostas durante o III Fórum Nacional da Sustentabilidade da Construção, promovido pela revista Arquitetura & Construção, da Editora Abril, e realizado no dia 30 de outubro, no WTC Hotel, em São Paulo.
Com a presença de construtores, incorporadores, empresários e profissionais do setor imobiliário, o evento trouxe como pauta um importante tema para o futuro do mercado: a responsabilidade de empresários e da sociedade na utilização de recursos sustentáveis para a construção dos novos empreendimentos.
O assunto foi abordado logo no início do evento, quando a presidente do Green Building Council Brasil, Thassanee Wanick contou aos participantes o que motivou ela, que também é cônsul da Tailândia no país, a dividir suas tarefas de diplomata com o trabalho desenvolvido pela entidade que representa no Brasil.
Segundo Thassanee, após os incidentes naturais ocorridos na costa asiática em dezembro de 2004, o tsunami, ficou claro que é preciso promover um desenvolvimento humano e crescimento econômico de forma mais sustentável e com maior respeito à natureza.
"Com suas belezas naturais e uma costa marítima de tamanhas proporções, não podemos deixar que uma tragédia como a que se abateu sobre a Tailândia aconteça no Brasil", afirmou Thassanee.
Em seguida, fez uma breve apresentação do Green Building Council, uma organização não-governamental internacional, que chegou ao país em abril de 2007, para orientar e promover o conceito de prédios-verdes, certificando empreendimentos que correspondem às exigências de sustentabilidade da entidade, desde o processo de construção ao planejamento de qualidade de vida dos moradores.
O primeiro convidado internacional a falar, o americano Brian Dunbar, diretor-executivo do Institute for the Built Environment (IBE), da Universidade do Estado do Colorado e professor de Gestão de Construções na mesma instituição, explicou os fundamentos que caracterizam um prédio-verde e mostrou exemplos reais de como outros países do mundo estão levando em consideração as questões ambientais na construção de novos empreendimentos.
O também americano Lance Williams, declarou sua paixão pelo Brasil e chegou a revelar que já comprou um empreendimento sustentável na Bahia, onde pretende morar em breve. Doutor em Antropologia, mestre em Folclore e Mitologia, graduado em História e diretor-executivo do U.S. Green Building Council (USGBC), capítulo de Los Angeles (EUA), Williams tratou o conceito de sustentabilidade como fator de evolução humana e afirmou que está na hora de os profissionais do setor perceberem que há ganhos econômicos e sociais em empreendimentos ecologicamente corretos.
A segunda parte do evento contou com a participação do publicitário e sócio-fundador da agência Lew'Lara, Luiz Lara, que falou de forma dinâmica e concisa sobre a transformação das estratégias de comunicação de lançamentos imobiliários e mostrou alguns cases da empresa. "Não vemos mais anúncios com plantas e preços e apenas o endereço dos empreendimentos. Hoje, o consumidor procura um produto que se identifique com sua filosofia e valores", analisou.
Já o diretor de novos negócios da Bracor Investimentos Imobiliários, Thiago Cordeiro, abordou o tema do desenvolvimento da indústria de investimentos imobiliários e as perspectivas dos investidores em relação aos empreendimentos sustentáveis.
O executivo fez uma palestra técnica explicando como o Brasil e as empresas do setor podem se beneficiar com a atual situação do mercado imobiliário e como isso deve gerar investimentos estrangeiros por meio de ações das corporações com capital aberto na Bovespa, inclusive depois que o país alcançar o investment grade (grau de investimento).
O encerramento do evento ficou sob a competência do ex-ministro da Fazendo e diretor da Tendências Consultoria, Maílson da Nóbrega, que trouxe uma análise atualizada sobre as perspectivas da economia brasileira e o conseqüente impacto no mercado imobiliário nos próximos anos.
Segundo Maílson, o momento é realmente favorável para a economia brasileira e o setor deve se beneficiar disso, principalmente em virtude da expansão do crédito, que já chegou ao parcelamento de 30 anos para a compra de casa e apartamentos.
"O mérito não é de apenas uma pessoa ou um governo, mas realmente estamos vivendo um momento jamais visto na economia brasileira", afirmou o ex-ministro, prevendo um crescimento lento, porém sustentado do País para os próximos anos.
Fonte: D2 Comunicação
Del Valle Editoria
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