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CDHU inicia ciclo de palestras sobre temas relacionados ao meio ambiente

Começou no dia 6 de agosto, um ciclo de quatro palestras promovido pela Secretaria de Estado da Habitação, por meio da Companhia deDesenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), sobre temas relacionados ao meio ambiente. A primeira

10 de Agosto de 2007. Publicado por Vininha F. Carvalho  

Começou no dia 6 de agosto, um ciclo de quatro palestras promovido pela Secretaria de Estado da Habitação, por meio da Companhia deDesenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), sobre temas relacionados ao meio ambiente. A primeira palestra abordou o aproveitamento da água da chuva e foi ministrada pelo engenheiro Plínio Tomaz, pesquisador e conselheiro do CREA-SP.

Preocupada em edificar conjuntos habitacionais ecologicamente sustentável, a CDHU está adotando um novo padrão na construção de moradias, incorporando tecnologias como aquecimento solar, aproveitamento e reuso de água, entre outras novidades. O objetivo do ciclo de palestras é capacitar ainda mais o corpo técnico para melhorar a qualidade dos imóveis.

O palestrante, que já trabalhou no Serviço Autônomo de Água eEsgoto (SAAE) de Guarulhos, é membro de diversas entidades internacionaisque discutem problemas relacionados à água e autor de livros sobre o tema, como Aproveitamento da Água da Chuva. Ele afirmou que "ao se preocupar com a conservação da água, a CDHU está no caminho certo. Esse conceito é importante para o mundo."

Segundo Tomaz, a iniciativa de implantar sistemas de aproveitamentoda água da chuva revela a consciência sobre a escassez de água doce noplaneta. Esses sistemas são implantados com mais freqüência nos EUA, Japão e Alemanha, países onde a economia nas tarifas de água não seria o motivo principal para adoção da medida. Outros pontos que devem ser avaliados na hora de definir se deve ou não ser implantado este tipo de projeto são a baixa disponibilidade de água na região (menor que 200 m3 por habitante/ano), o alto custo da água, a relação custo-benefício do sistema, a existência de leis que regulamentem o aproveitamento, a aridez e números de meses de estiagem (falta de chuvas) no local.

No Brasil, falta estímulo para utilização de sistemas de aproveitamento porque a água é subsidiada para quem consome pouco. Além disso, não existem normas que regulamentem a implantação desses sistemas. Porém, Tomaz acredita que essa situação vai mudar, com a criação de novas leis e aumento no preço cobrado pela água tratada.

Plínio Tomaz lembrou ainda que não se trata de tecnologia recente pois os romanos e mayas, entre outros povos, já possuíam sistemas decaptação. Ele explicou também que o aproveitamento e o reuso são conceitos diferentes e que a água da chuva deve ser utilizada para fins não-potáveis, como regar jardins e lavar pisos. O uso na descarga sanitária exige a aplicação de cloro. As próximas palestras do ciclo acontecerão ainda esse mês.

Fonte:Superintendência de Comunicação Social CDHU

Del Valle Editoria

Contato: vininha@vininha.com

Site: www.animalivre.com.br

 

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