11 de Setembro de 2007. Publicado por Vininha F. Carvalho
Um novo estudo elaborado por pesquisadores suíços e ingleses revela que a maior parte das variedades testadas de três linhas de milho transgênico Bt (Bt11, MON810 e 176) se mostraram significativamente mais suscetíveis a pulgões do que seus equivalentes convencionais.
Segundo o relatório publicado no jornal PloS ONE pela equipe da pesquisadora e bióloga Cristina Faria, sob supervisão do professor de ecologia química da Universidade de Neuchâtel, Ted Turlings, a razão para essa mudança é a química do aminoácido, que é diferente entre o milho geneticamente modificado e o convencional.
Os pesquisadores não sabem porque essa diferença acontece. Poderia ser o processo de engenharia genética ou da enseminação posterior. De qualquer maneira, é um efeito não esperado e não-intencional do processo todo.
Também mostra que pequenas e aparentemente insignificantes mudanças podem ter grandes efeitos no ecossistema. Poderia afetar uma plantação consideravelmente se, por exemplo, houver uma infestação de pulgões e eles transmitirem algum vírus para o milho – o que não é incomum.
“Estudamos seis linhas de milho Bt que contém um gene inseticida derivado da bacteria Bacillus thuringiensis. As toxinas produzidas por esses genes são muito específicas e afetam apenas as lagartas que se alimentam das plantas, não os pulgões. Cinco das linhas investigadas tinham quase o dobro de pulgões que as convencionais”, afirma Cristina Faria.
“E em regiões onde pulgões são considerados uma praga, o plantio do milho Bt pode ser problemático”, acrescenta a bióloga. “Pulgões danificam as plantas transmitindo vírus e o uso do milho Bt pode amplificar esse problema.”
Fonte: Greenpeace
Del Valle Editoria
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