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Índices de queimadas e incêndios praticamente dobraram em julho

Os índices de queimadas aumentaram significativamente, na primeira quinzena de julho, em que os satélites da série NOAA e MODIS, processados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Embrapa Monitoramento por Satélite (CNPM) detectaram 9.716

28 de Julho de 2003. Publicado por Equipe EcoViagem  

Os índices de queimadas aumentaram significativamente, na primeira quinzena de julho, em que os satélites da série NOAA e MODIS, processados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Embrapa Monitoramento por Satélite (CNPM) detectaram 9.716 focos de fogo, no território brasileiro. Isso corresponde a quase 92% do registrado em todo o mês de junho.

A grande maioria dos focos continua ocorrendo no Mato Grosso, onde o total destas duas semanas chegou a 7.424 queimadas ou 76% do índice nacional.

Dentro do estado do Mato Grosso, o uso do fogo é mais concentrado ao longo das rodovias Cuiabá-Santarém (BR-163), Piuva-Porto dos Gaúchos e Sinop-Porto dos Gaúchos, formando um extenso triângulo de queimadas na região centro-norte.

Recentemente, começou a queimar intensamente uma parte da Serra dos Apiacás e alguns trechos da Serra do Roncador.Além das divisas do Mato Grosso, o fogo se alastrou pelo sul do Pará, notadamente entre os rios Xingu e Araguaia e em localidades isoladas, na Serra do Cachimbo e no Alto Rio Iriri.

Embora precoces, alguns focos importantes já atingiram também a região de Paragominas, no nordeste do estado. No Tocantins, diversas frentes de fogo se estendem da Ilha do Bananal, na divisa com o Mato Grosso, até Ponte Alta de Bom Jesus, na divisa oposta, com a Bahia, subindo até a Chapadas das Mangabeiras.

De acordo com o monitoramento especial de unidades de conservação, realizado pelo Inpe, nos primeiros quinze dias de julho, incêndios atingiram os parques nacionais das Emas (20 focos) e Chapada dos Veadeiros (1 foco) , em Goiás; da Serra da Capivara(5 focos) e Serra das Confusões (21 focos), no Piauí; dos Lençóis Maranhenses (2 focos), no Maranhão e da Chapada Diamantina (1 foco), na Bahia.

O fogo descontrolado ainda atingiu as florestas nacionais de Jamari (3 foco) e Bom Futuro (3 focos) e a Reserva Biológica do Guaporé (4 focos), todos em Rondônia.Nos estados do Sul e Sudeste, houve uma certa trégua nas queimadas, em função das chuvas trazidas por frentes frias. O efeito temporário refletiu até o Mato Grosso do Sul, acompanhando a zona de instabilidade meteorológica.

Fonte: ICV

 

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