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“Zerar” a fome?

O nosso novo Presidente da República dispõe-se a zerar a fome no país, assegurando três refeições diárias a cada habitante. Se isso for conseguido nos quatro anos do seu mandato, será a maior vitória conseguida sobre a fome, desde que Malthus realizou sua

4 de Dezembro de 2002. Publicado por Equipe EcoViagem  

O nosso novo Presidente da República dispõe-se a zerar a fome no país, assegurando três refeições diárias a cada habitante. Se isso for conseguido nos quatro anos do seu mandato, será a maior vitória conseguida sobre a fome, desde que Malthus realizou suas sombrias previsões!

O prazo é exíguo, mas sua determinação supera em muito as perspectivas mais otimistas da FAO. Esse organismo das Nações Unidas verificou que, nos últimos trinta anos, embora a população mundial tenha sido aumentada em 70 por cento o consumo de alimentos aumentou em uma proporção de 20% e que, se a população dos países em desenvolvimento quase duplicou, a proporção dos subnutridos reduziu-se à metade, sendo agora de 18%, apenas, o que, entretanto, não é pouco! Uma reunião de cúpula realizada em Roma, em 1997, decidiu concentrar esforços no sentido de reduzir à metade, isto é, de 800 para 400 milhões, o número de famintos no mundo, até o ano de 2015. Mas houve um atraso na realização dessa promessa. A ajuda internacional ao desenvolvimento agrícola foi, inclusive, reduzido em 40%, nos últimos 10 anos. Com isso, a FAO estima que a população de famintos ainda será de 580 milhões em 2015.

Porém não é só a falta de alimentos sólidos que constitui causa de mortalidade infantil em nosso país, como no mundo. Segundo as estimativas ainda morrem 12 milhões de pessoas por ano, em todo o mundo, por beber água imprópria ao consumo. São muitas as cidades do Brasil em que as mortes causadas por diarréias ultrapassam os 8 por cento e, em crianças recém nascidas, chegam até a 22 por cento das causas de óbitos. As soluções existem, mas custam dinheiro! Será necessário recorrer à ajuda financeira internacional, sem esquecer a rica tecnologia brasileira, de menor custo e ajustada às condições tropicais.

Mãos à obra, Presidente, que o problema é grave e o tempo é escasso!

 

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