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Ultra-Violeta e Câncer

17 de Setembro de 2003. Publicado por Equipe EcoViagem   Autor Samuel Branco

Em matéria de proteção ao ambiente são raras as boas notícias... e quando acontecem, são mais devidas ao acaso ou às próprias forças da natureza do que à sensatez dos humanos!

Porém, há exceções, felizmente!

As últimas observações realizadas pelos satélites da NASA revelam uma estabilização do `buraco da camada de ozônio`, em conseqüência do acordo de Montréal, de 1987. E exatamente segundo as previsões dos especialistas. Esse acordo era representado principalmente pelo compromisso, entre as nações industriais, de reduzir progressivamente o uso de substâncias químicas agressivas à camada de ozônio. Em correspondência com a prática desse protocolo, o ritmo do crescimento do `buraco` começou a ser reduzido dez anos depois, para estabilizar-se agora.

A camada de ozônio constitui um filtro eficaz contra a passagem de radiações Ultra-Violeta. Essas radiações, provenientes do Sol, são de dois tipos principais: o tipo A é recebido pela Terra em quantidades 10 vezes maiores que as do tipo B, porém, a energia e o poder de penetração das do tipo B é muito superior à do UV-A. Por isso, as do tipo B são consideradas como a principal fonte de câncer da pele: elas conseguem alterar geneticamente as `células tronco` responsáveis pela renovação das células da epiderme.

As radiações de tipo A, em exposições muito prolongadas, destroem certas fibras responsáveis pela textura e elasticidade da pele, provocando o seu envelhecimento precoce e formação de rugas. Elas também podem alterar o ADN, provocando radicais livres e formação de câncer, porém em muito menor escala. Entretanto, se considerarmos a sua maior quantidade, o efeito não é desprezível.

Oxalá as nações industriais pudessem se entender também em relação ao problema do Efeito Estufa e começar a reduzir as emissões e os efeitos do gás carbônico na atmosfera! Infelizmente, Kioto não foi uma Montréal...

 

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