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Alternativas Energéticas - prós e contras

Antes mesmo da ratificação do Protocolo de Kioto (que ainda depende da assinatura da Rússia, para viabilizar-se mesmo com a recusa dos EUA), já o Parlamento Europeu resolveu antecipar para 2005 o chamado `mercado do direito de poluir`, previsto para 2008.

3 de Setembro de 2003. Publicado por Equipe EcoViagem  

Antes mesmo da ratificação do Protocolo de Kioto (que ainda depende da assinatura da Rússia, para viabilizar-se mesmo com a recusa dos EUA), já o Parlamento Europeu resolveu antecipar para 2005 o chamado `mercado do direito de poluir`, previsto para 2008. Essa medida permitirá às empresas que conseguirem reduzir significativamente a sua contribuição em CO2, ceder seus direitos às empresas mais poluidoras.

Trata-se de um sinal positivo, da parte da comunidade européia, demonstrando suas boas intenções no sentido de desenvolver o uso de energias alternativas para redução dos gases de efeito de estufa. Realmente, observa-se, em vários setores, o esforço nesse sentido. As notícias são as mais interessantes. A França, por exemplo, acaba de inaugurar na região de Bouin, um gigantesco conjunto de hélices para aproveitamento de energia dos ventos, com capacidade para 45 milhões de kW/hora, capaz de suprir a demanda de uma comunidade de 22 mil residências. O conjunto é constituído de oito torres de 120 metros de altura, providas de aerogeradores de 180 toneladas cada um, com pás de 40 metros!

Por outro lado, uma das mais promissoras alternativas ao uso de combustíveis fósseis - o emprego do hidrogênio como combustível ideal - vem sendo posta em dúvida quanto à sua real compatibilidade ambiental. Uma equipe de pesquisa do Instituto de Tecnologia de Passadena, na Califórnia, acaba de alertar para o efeito nocivo do acúmulo de hidrogênio na atmosfera. Segundo o estudo, é de se prever que uma proporção média da ordem de 10 por cento do hidrogênio produzido será perdido por vazamentos, durante os processos de produção, transporte e utilização.

Se a totalidade dos combustíveis fósseis for substituída por hidrogênio, calculam os pesquisadores que essa perda será da ordem de 60 milhões de toneladas por ano. O hidrogênio, sendo um gás muito leve, chegará rapidamente à estratosfera, reagindo com o oxigênio para transformar-se em água. A umidade resultante poderá favorecer muito a formação de gases nocivos à camada de ozônio!

Essas estimativas ainda se encontram na fase de cogitações, necessitando confirmação. Porém, é o caso de se perguntar: será que essas perdas serão mais nocivas para o ambiente que as perdas sucessivas de petróleo derramado ao oceano?

 

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