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A borra de café e o aedes aegipti

Há alguns meses noticiamos as experiências que vinham sendo realizadas numa universidade paulista a respeito dos efeitos controladores exercidos pela borra de café, retirada dos coadores, sobre o desenvolvimento das larvas do Aedes aegipti , o transmisso

6 de Novembro de 2002. Publicado por Equipe EcoViagem  

Há alguns meses noticiamos as experiências que vinham sendo realizadas numa universidade paulista a respeito dos efeitos controladores exercidos pela borra de café, retirada dos coadores, sobre o desenvolvimento das larvas do Aedes aegipti, o transmissor da dengue. Tratava-se, como dissemos na ocasião, de uma tese acadêmica, carecendo de confirmação na prática. Provavelmente as experiências no sentido dessa desejada confirmação caíram no esquecimento, ou desenvolvem-se “em banho maria”, dado o vertiginoso decréscimo da incidência da doença em nosso meio, em conseqüência não tanto das ações sanitárias, mas principalmente da ausência de chuvas e, por conseguinte, da oportunidade de formação de novos criadouros do mosquito.

Agora, porém, uma notícia interessante vem de ser publicada na conceituada revista científica francesa La Recherche. Trata-se da descoberta, nos Estados Unidos, de que a cafeína se caracteriza por um poderoso efeito “pesticida”, diz a notícia. Aplicada inicialmente com o propósito de erradicar uma certa espécie de rã - não sei qual o problema causado pelo batráquio - o alcalóide revelou-se altamente eficaz como repulsivo e até destruidor de certos moluscos, como caramujos e lesmas. Porém - acrescenta a notícia - o estimulante não tem o mesmo efeito sobre outros invertebrados nocivos, como insetos, por exemplo. Mas a notícia nada nos diz sobre larvas aquáticas de insetos. Considerando que o efeito ativo da cafeína se deve, principalmente, à sua alta solubilidade em água, não seria interessante prosseguir com as experiências iniciadas pela Universidade Paulista? O seu sucesso sendo confirmado, constituiria uma ótima notícia agora, quando se reiniciam as chuvas, que certamente virão acompanhadas de novas epidemias de dengue!

 

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