24 de Novembro de 2002. Publicado por Adilson Moralez
A escolha de um equipamento subaquático é muito mais complexa do que os de uso em superfície e mais do que nunca a fatídica pergunta dever ser respondida: Qual meu objetivo com o equipamento e principalmente até quanto estou disposto a gastar?
A seguir vou apresentar os quatro segmentos básicos de equipamentos em ordem de qualidade e obviamente custo.
Câmeras compactas anfíbias – Nesse segmento podemos colocar as câmeras subaquáticas descartáveis e as câmeras compactas anfíbias, tais como a Canon Sure Shot A-1. Se seu objetivo é apenas utilizar o equipamento em dias chuvosos, rapel em cachoeira, rafting ou prática de snorkel submergindo alguns metros apenas, esses equipamentos podem atender. Uma limitação desses equipamentos é o fato do flash ser posicionado no corpo da câmera refletindo a luz nas partículas suspensas ao redor do motivo fotografado.
Câmeras subaquáticas da Motormarine – Essa linha de equipamento já é bem mais elaborado e pode ser utilizado tanto na superfície como ser submerso até algumas dezenas de metros e apresenta uma boa relação custo benefício para iniciantes. A grande vantagem dessa linha é permitir que se mude a objetiva de grande angular para macro dentro d’água apenas adaptando-se acessórios sobre a objetiva original do equipamento. Para se obter bons resultados deve-se optar por um flash externo com braço articulado. Os modelos mais comuns são a Motormarine MX10 e MMII-EX.
Câmeras Nikonos – Essa linha é referência em termos de foto sub e apresenta uma qualidade ótica superior à linha Motormarine, porém requer um investimento maior. As câmeras são de foco manual o que dificulta bastante sua operação em baixo d’água. Outro problema é que as lentes não podem ser trocadas em baixo d’água. A Nikon descontinuou todos os modelos da série (Nikonos III, IV, IV-A e V), porém ainda continua dando assistência técnica a Nikonos V. Como ela não incorpora flash embutido é necessário a utilização de flashes externos com braços articulados.
Caixas estanques – Essa solução é ideal para quem já tem um bom equipamento de superfície. As caixas são fabricadas exclusivamente para cada marca modelo de equipamento de superfície e os preços são bem salgados. Além do que é necessário adquirir os flashes, braços e os domos específicos para lentes normal ou grande angular. A grande vantagem é que pode-se utilizar a câmera com todos os recursos de superfície: modo automático, auto-focus e avanço de filme automático.
Flash – Como os flashes embutidos apresentam problemas com as partículas em suspensão, para se ter bons resultados é imprescindível a utilização de flash externo, normalmente utilizado a 45º em relação ao eixo câmera – motivo. Para um desempenho ideal é necessário a utilização de dois flashes TTL (um de cada lado da câmera).
Na próxima edição veremos mais detalhes de fotografia na superfície, até lá.
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