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Dica de roteiro em Minas Gerais – Serra da Babilônia

13 de Agosto de 2002. Publicado por Eliana Britto Garcia e Rodrigo Telles  

Na coluna anterior iniciamos uma série de dicas de pedaladas por Minas Gerais. As informações foram coletadas em nossa última viagem, em julho.

pedalando sobre as cristas

pedalando sobre as cristas

Uma vez em Delfinópolis, após explorar as redondezas, partimos em direção à Serra da Canastra. Nossa opção, dentre as inúmeras estradinhas existentes, foi a de passar por um local de difícil acesso, mas de extrema beleza. Nosso raciocínio tem sido sempre este durante as viagens, se a estrada está ruim para os carros, então é o melhor caminho para as bicicletas.

Cidade de Pedra

Cidade de Pedra

Passamos assim, pelo trecho mais interessante de toda a viagem: a Serra da Babilônia. O lugar é bem desabitado, passamos três dias quase sem ver ninguém. A paisagem é fantástica. A Serra da Babilônia é a segunda de uma seqüência de três serras. Pedalávamos pela crista da montanha, tendo a visão de um vale e outra serra mais adiante, de ambos os lados. Pra completar, no fundo dos vales corriam rios com cachoeiras.

estrada difícil

estrada difícil

Em todas as fazendas que passamos fomos muitíssimo bem recebidos, e sempre éramos mineiramente convidados pra um cafezinho:
- Mas ceis tão animados dimais, çô. Passa pa dentro, vamo tomá um cafezin.
Invariavelmente o cafezinho era acompanhado do delicioso queijo canastra, típico daquela região, e também por uma boa prosa.

Claro, tudo tem seu preço e o nível de dificuldade é bem alto. Só pra citar alguns desafios: as subidas são longas e impiedosas. A estrada está praticamente destruída pela erosão, tem muito areião e muita pedra solta. Há poucos pontos de água no caminho. Não passa ninguém para dar informação e as bifurcações são muitas. E mais, em cima da serra a vegetação é de campos, o que deixa os cicloturista expostos ao sol, ao vento e à chuva.

 

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