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Ciclistas e cães

9 de Novembro de 2004. Publicado por Eliana Britto Garcia e Rodrigo Telles  

Sair da cidade para pedalar em áreas de natureza é o desejo de muita gente. Mas e quanto à segurança, não é perigoso pelar em lugares mais isolados?

A resposta às vezes surpreende, mas em geral, é a mais pura verdade. Quanto mais longe você está de centros urbanos, menos chance de problemas com assaltos ou coisa do tipo. O máximo que pode acontecer é um cachorro ou outro correndo atrás de você.

Cães de zonas rurais também não são muito perigosos, em geral muito menos perigosos do que cães de criados em cidades. Mas também não devem ser menosprezados, porque uma mordida na canela, mesmo que seja de raspão, pode complicar uma viagem. Se o cachorro não for vacinado (e na maioria das vezes não é) ou se você não descobrir quem é o dono, vai ter que tomar as injeções do soro anti-rábico.

Portanto o importante é saber como se comportar. Na grande maioria dos casos, cachorros adoram um ciclista em movimento, aquela canela subindo e descendo, hummm... mas morrem de medo de um pedestre parado. Assim, ao invés de seguir o primeiro instinto que é correr mais que o cachorro, o jeito mais seguro é passar devagar por ele (muitas vezes isso já resolve) e se ele ameaçar qualquer reação, parar imediatamente, antes que ele chegue muito perto. Só o fato de parar e saltar da bicicleta de repente, já faz o cachorro tomar um bruta susto.

Se precisar dê uma ralhada com o coitado, do tipo `vai pra casa!` ou `vai deitar!`, como se você fosse o dono do cachorro. Cachorros de roça geralmente são tratados no grito. Eles ficam todos sem graça e saem de fininho.

Isso funciona 99,9% das vezes. Quando isso não funcionar, ponha a bicicleta entre você e o cachorro (para evitar um contato físico!) e vá aos poucos tentando sair do `território` dele.

Correr mais que o cachorro? Só se você tiver certeza absoluta que vai conseguir essa façanha!

 

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