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Vivissecção, a tortura autorizada em nome da ciência

As críticas com relação ao uso de animais, seja para aulas práticas com animais sedados, e logo após seu sacrifício, ou para experiências em animais vivos, crescem mundialmente. Enquanto isto, a notícia de que a prefeitura de São Paulo está pensando e

21 de Julho de 2003. Publicado por Vininha F. Carvalho  

As críticas com relação ao uso de animais, seja para aulas práticas com animais sedados, e logo após seu sacrifício, ou para experiências em animais vivos, crescem mundialmente.

Enquanto isto, a notícia de que a prefeitura de São Paulo está pensando em voltar a ceder animais para pesquisas em laboratórios e para a Faculdade de Medicina da USP representa um grande um retrocesso no processo de valorização do animal na sociedade.

Em março deste ano, a possibilidade de destiná-los a instituições de pesquisa e ensino foi retirada da lei municipal nº 13.131 -o que, na avaliação dos protetores dos animais, significa que o poder público está proibido de fazer isso.

Atualmente, existem métodos alternativos para substituir o uso dos cães, como ratos feitos de PVC, com todos os órgãos de uma cobaia, monitorados por software, além de manequins de cães. O Incor e a Unifesp já estão utlizando esta técnica.

As Ongs de Proteção Animal argumentam que o uso de qualquer animal em testes é uma crueldade e que os animais de rua representam cobaias baratas, porque não são criados em ambiente controlado.Outrossim, muitos experimentos brasileiros são rejeitados por publicações internacionais porque os animais usados não atendem a padrões de saúde e bioética.

Os animais de laboratório, não são suficientemente iguais a nós, de modo a que as pesquisas neles possam ser generalizadas para seres humanos. Se eles não são suficientemente iguais a nós para permitir generalizar as descobertas experimentais aos humanos, então as experiências não se justificam , e, assim, não têm sentido realiza-las.

Por outro lado, se os animais são suficientemente iguais a nós para permitir generalizar as descobertas aos humanos, possuem um sistema nervoso cerebral muito similar ao do ser humano, onde estão presentes as duas estruturas correspondentes, de um lado, às emoções instintivas (sistema límbico) e, de outro, às funções nobres, como a vontade, a ideação e sentem as mesmas dores e aflições, devemos presumir que tais experiências são imorais. Portanto, em qualquer caso,a experimentação é inaceitável.

É importante que pessoas que trabalham na área de pesquisa, estudantes de biologia, veterinária, zootecnia e outros, contribuam da sua melhor maneira para desestimular este tipo de tortura. Todos juntos devemos ter um só objetivo: salvar esses seres inocentes e indefesos desta tortura.

O movimento contra a vivissecção é visto cada vez mais como parte do movimento ecológico, que se preocupa com os danos gigantescos que o homem comete, com sua prepotência á natureza.

A medicina terá muito a ganhar com o fim da vivissecção, impedindo assim, que a pesquisa médica insista em tentar descobrir a saúde , sendo instrumento de sofrimento e morte desnecessária.

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