25 de Março de 2003. Publicado por Vininha F. Carvalho
O mais altruista dos amigos que um homem pode ter neste mundo egoista, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade, é o CÃO.
O cão permanece com seu dono na prosperidade e na pobreza, na saúde e na doença.
Ele dormirá no chão frio, onde os ventos invernais sopram e as neves se lançam impetuosamente.
Quando só ele estiver ao lado do seu dono, ele beijará a mão que não tem alimento a oferecer, ele lamberá as feridas e as dores que aparecem nos encontros com a violência do mundo.
Ele guardará o sono de seu pobre dono como se fosse um príncipe.
Quando todos os amigos o abandonarem, o cão permanecerá.
Quando a riqueza desaparece e a reputação se despedaça ele é constante em seu amor como o sol na sua jornada através do firmamento.
Se a fortuna arrasta o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel pede o privilégio de acompanhá-lo para protegê-lo contra o perigo, para lutar contra seus inimigos.
E quando a última cena se apresenta, a morte o leva em seus braços e seu corpo é deixado na laje fria, não importa que todos os amigos sigam seu caminho: lá ao lado de sua sepultura se encontrará seu pobre cão, a cabeça entre as patas, os olhos tristes mas em atenta observação, fé e confiança mesmo à morte.
Autoria desconhecida.
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