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Os animais possuem sentimentos profundos

Todo mundo conhece um caso assim, ocorrido com cães ou gatos. Na Tanzânia, primatologistas estudando o comportamento de chimpanzés registraram a morte de Flo, de 50 anos, a matriarca de um grupo. Durante todo o dia seguinte, o filho de Flo, Flint, se

8 de Abril de 2003. Publicado por Vininha F. Carvalho  

Todo mundo conhece um caso assim, ocorrido com cães
ou gatos.

"Na Tanzânia, primatologistas estudando o comportamento de chimpanzés registraram a morte de Flo, de 50 anos, a matriarca de um grupo. Durante todo o dia seguinte, o filho de Flo, Flint, sentou-se ao lado do corpo sem vida da mãe, ocasionalmente pegando sua mão e chorando. Nas semanas seguintes, Flint tornou-se crescentemente alheio, afastando-se do grupo - a despeito dos esforços de seus parentes para levá-lo de volta -
e recusando comida. Três semanas após a morte de Flo,o outrora jovem e saudável chimpanzé também estava morto."

A primatologista Jane Goodall, que assistiu a Flint morrer de fome após a morte da mãe, não tem dúvida: ele morreu de tristeza. Mas pode um macaco manifestar sentimentos que nós, associamos apenas a nós mesmos? É isso que se propõe a investigar, a partir do lançamento de um livro: "The smile of a dolphin" (O sorriso de um golfinho), editado por Marc Bekoff, biólogo da Universidade do Colorado.

No volume, 50 pesquisadores do comportamento animal - não só de chimpanzés e golfinhos, mas também de cães e pássaros - dizem que sim, nossos companheiros de reino podem sentir tristeza, afeto, amor, alegria e prazer.

Trata-se de uma virada e tanto no modo de os cientistas encararem essa questão, isto é, não se exige mais que isso seja respaldado por gráficos ou tabelas.

"Eu nem mesmo posso provar que outro ser humano está se sentindo feliz ou triste", diz Bekoff.

"Mas eu posso deduzir como eles estão se sentindo a partir da linguagem do corpo e da expressão facial." Com uma vantagem: os animais não filtram ou dissimulam seus sentimentos como fazem os os seres humanos.

Segundo Jane, o biólogo "espera que um maior entendimento do que os animais estão sentindo irá estimular regras mais rígidas sobre como eles devem ser tratados tanto em zoológicos e circos quanto em fazendas e quintais".

Fonte: Kennel Club Net

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