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30 de Maio de 2002. Publicado por Milton Dines
De 19 a 22 de maio último, aconteceu a Cúpula Mundial de Ecoturismo na cidade de Quebéc, no Canadá, o mais importante evento do Ano Internacional do Ecoturismo. A Cúpula, que reuniu cerca de mil e cem representantes de 132 países, foi o resultado final de uma série de 18 encontros regionais, realizados nos 5 continentes, para discutir o assunto e reunir subsidios para a elaboração de uma declaração que pretende estabelecer as políticas e diretrizes para essa atividade nos próximos dez anos.
A declaração ressalta o potencial do ecoturismo para a promoção do desenvolvimento sustentável, para o bem-estar das comunidades receptoras e para a inclusão social. Destaca a necessidade de se estabelecer mecanismos regulatórios e de monitoramento de seus efeitos, com especial atenção para esquemas de certificação e de instituição de selos verdes.
Reconhece a inegável tendência de crescimento do interesse de se viajar para áreas naturais por todo o planeta e enfatiza que o ecoturismo deve contribuir para transformar toda a indústria do turismo em atividade mais sustentável. Para isso, o documento recomenda que o ecoturismo seja implementado e desenvolvido aumentando os benefícios econômicos das comunidades receptoras, contribuindo ativamente para a conservação dos recursos naturais e para a integridade cultural daquelas comunidades, e aumentando a conscientização dos turistas sobre a conservação do patrimônio natural e cultural.
O documento apresenta recomendações para o setor governamental, para o setor privado, ONGs, associações de base comunitária e instituições acadêmicas e de pesquisa, agências inter-governamentais, agências de financiamento internacionais e de assistência ao desenvolvimento, comunidades locais e organizações de base municipal.
A Cúpula Mundial de Ecoturismo recomenda ao setor privado que conduza seus negócios minimizando os efeitos negativos, além de contribuir positivamente para a conservação dos ecosistemas frágeis e do ambiente em geral, além de beneficiar diretamente as comunidades dos locais aonde opera, através de um compromisso de tornar sua atividade lucrativa e sustentável para todos os envolvidos na operação, desde os proprietários dos negócios parceiros e seus empregados, até as comunidades e as instituições voltadas para a conservação das áreas naturais que utiliza.
As conclusões desse encontro estão sendo enviadas para para a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável ( conhecida também como Rio+10, em alusão aos dez anos após o memorável encontro dessa mesma cúpula na cidade do Rio de Janeiro em 1992, a Rio 92 ) que acontecerá em agosto /setembro na cidade de Joanesburgo, na Äfrica do Sul.
Voltarei a esse importante documento nas próximas matérias, destacando os principais aspectos e recomendações para cada setor.
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