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16 de Novembro de 2005. Publicado por Equipe EcoViagem
O PROJETO TAMAR é um programa de conservação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente -IBAMA do Ministério do Meio Ambiente - MMA, co-administrado pela Fundação-PRÓ-TAMAR e têm como patrocinador oficial a Petrobras.
Atuando há mais de 22 anos trabalha com as comunidades onde mantém suas bases para o trabalho de conservação das tartarugas marinhas no litoral brasileiro. Na última temporada de reprodução encerrada em março de 2001 o projeto chegou perto de 4 milhões de tartarugas marinhas protegidas. São 20 bases de proteção e pesquisa em áreas de alimentação e reprodução em 8 Estados brasileiros (BA, SE, PE, RN, CE, ES, RJ, SP) protegendo cerca de 1000km de praias.
A Fundação Pró-Tamar (organização não governamental que administra o projeto em parceria com o Ibama) registra mais de 400 famílias diretamente beneficiadas pelas ações desenvolvidas, o que faz com que esse modelo de conservação ambiental com envolvimento comunitário inspire programas similares em várias partes do mundo e garanta convênios de intercâmbio e cooperação técnica com agências financiadoras, ong`s e outras entidades internacionais.
No começo dos anos 80, quando o projeto foi criado, as políticas de conservação brasileiras eram baseadas na tese de que somente com a exclusão do homem seria possível proteger os recursos naturais, o que promoveu a criação de parques e reservas biológicas totalmente isoladas, sem qualquer atividade humana. O Projeto TAMAR se diferenciou dessa visão desde o início, buscando a necessária ajuda dos pescadores para a realização do trabalho e estabelecendo uma relação de troca que se fortaleceu cada vez mais. Com o tempo, foram necessárias mais pessoas para trabalhar no projeto e hoje em todo o Brasil são mais de 680 funcionários, sendo mais de 80% pescadores ou parentes de pescadores - moradores da comunidade. No Centro de Visitantes da Praia do Forte, contando, a equipes de manutenção, a loja, restaurantes, e as atividades de proteção das tartarugas marinhas, são 120 famílias envolvidas - um peso grande em uma comunidade de cerca de 1500 moradores.
Mas, para que esse mecanismo de troca entre as comunidades e o projeto acontecesse, foi necessário um processo de aproximação, cativando e ganhando a confiança da população, envolvendo-a em torno de um objetivo comum. Segundo Alexsandro Santos - consultor do TAMAR - chamaram a `raposa para tomar conta do galinheiro` ao contratarem os pescadores para tomar conta das desovas das tartarugas, que eram anteriormente utilizadas por eles como parte da alimentação. Em 1989 já haviam 11 bases, e surgiu a primeira crise de recursos financeiros e a necessidade de buscar recursos alternativos para o projeto. As iniciativas de geração de renda começaram a surgir a partir da interação entre os profissionais do projeto e as comunidades onde as bases de pesquisa se instalaram. No início, mesmo com a contratação dos pescadores, havia um choque cultural inicial entre esses atores, pois eram mundos muito diferentes que se encontravam pela primeira vez. Um fator fundamental para ocorrer uma aproximação maior foi a decisão dos profissionais do projeto de passar a residir nessas comunidades, participando e compartilhando da vida cotidiana dos moradores. Com isso, muitas dessas comunidades costeiras, às vezes completamente isoladas dos grandes centros, passaram a considerar os técnicos do projeto como elos de comunicação com o poder público em todas as esferas. Na Praia do Forte, por exemplo, os carros do TAMAR, durante muito tempo e até hoje, ajudam a comunidade servindo muitas vezes como ambulância, carro funerário etc. Se estabeleceu então um canal direto entre o projeto e a comunidade, que se fortaleceu ainda mais com o desenvolvimento de ações educativas, culturais, de desenvolvimento local e geração de renda.
Sem diretriz ou modelo para seguir, o projeto iniciou seu trabalho no litoral brasileiro com uma equipe reduzida e uma enorme carência de recursos. No início, a equipe trabalhava a cavalo ou a pé. A primeira tartaruga filmada pelo projeto foi trazida em 1981 por um pescador contratado para o projeto (o primeiro `tartarugueiro`), que a encontrou em uma praia distante. Ele a colocou em cima de um jegue e a trouxe para ser analisada pela equipe. Outro caso que hoje é contado como uma curiosidade, mas que reflete as dificuldades enfrentadas pela equipe nesses primeiros tempos, tem como protagonista esse mesmo `tartarugueiro` que contava aos visitantes que, não conseguindo espaço suficiente para todas as desovas no isopor utilizado para o transporte, tratou de comer as excedentes.
Casos como esse apontam para a importância de um processo de conscientização gradativo e contínuo das comunidades locais - salienta Alexsandro Santos. Um processo que continua até os dias de hoje. Desde o começo, um dos principais objetivos do TAMAR era deixar as desovas no local original de postura sem a necessidade de transferi-las para cercados protegidos de incubação dos ovos. O resultado tem sido surpreendente. A maioria da população tem preservado esses locais, acarretando num aumento em 10% da área protegida, e 70% das desovas são mantidas nos locais de postura sem necessidade de transferência para áreas protegidas pelo projeto.
Inicialmente, esse trabalho se localizou em comunidades de 3 Estados: Regência - ES, Pirambú - SE e Praia do Forte - BA, e se estendeu posteriormente para mais 5 Estados brasileiros. A estratégia do Projeto TAMAR é conservar o meio ambiente através do desenvolvimento de ações de integração comunitária e auto-sustentação com a população costeira. Nas áreas com forte apelo turístico (Fernando de Noronha/PE, Pirambu/SE, Praia do Forte/BA, Arembepe/BA, Costa do Sauípe/BA, Itaunas/ES, Guriri/ES, Regência/ES e Ubatuba/SP), a geração de emprego e renda provém de serviços vinculados a esse tipo de atividade, além do apoio e estímulo a atividades de produção.
Assim, o TAMAR sustenta-se em um tripé: cultura (valorização da beleza cênica, expressões artísticas e tradições culturais locais), educação (voltada para a conservação do meio ambiente) e alternativas econômicas sustentáveis vinculadas à missão do projeto (inclusão social, capacitação, conservação) através do apoio e assessoria técnica a grupos de produção e serviços. A partir de uma visão integral do ser humano com a natureza, extrapola as atividades diretamente vinculadas à conservação ambiental, ressaltando o aspecto humano que está necessariamente envolvido.
Para saber mais sobre o Projeto Tamar e suas atividades vinculadas à conservação ambiental visite a pagina do Caderno Virtual de Turismo ou a pagina do Projeto Tamar.
Comentários |
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josépostado: 29/9/2008 21:47:19muitttttttooooooooooooooo |
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Sara Fontenelle! :Dpostado: 15/9/2008 13:09:44Bom, o projeto Tamar e um Jeito de cuidar do NOSSO meio ambiente. Continuando assim que as nossas tartarugas marinhas vão vivendoo! :D |
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naum lhe interresapostado: 4/9/2008 19:02:40otimo adorei |
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catarinapostado: 3/9/2008 12:26:04que o projeto tamar é muito legal porque protege as tartarugas marinhas. |
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juhpostado: 2/9/2008 17:39:29Sugiro que vocês falem sobre o benificio que traz para o meio ambiente o projeto tamar |
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vivianepostado: 27/8/2008 15:21:50o que eu acho é que tem que salvar as tartarugas marinhas e continuar se aprofundando cada vez mais nesse projeto que é uma maravilha |
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